
BRASÍLIA, 04 de agosto de 2026 — O Ministério Público Federal (MPF) pediu cuidado antes de fazer buscas em uma operação contra o senador Weverton Rocha (PDT-MA). Ele é vice-líder do presidente Lula no Senado. A Polícia Federal (PF) fez as diligências na terça (4) com autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação apura desvios de aposentadorias do INSS. O MPF reconheceu que havia indícios fortes sobre os suspeitos. Por isso, o órgão sugeriu medidas menos pesadas primeiro, como quebras de sigilo bancário. Essas medidas ajudariam a confirmar a origem do dinheiro e as ligações financeiras entre os investigados.
O ministro Mendonça, no entanto, discordou do MPF. Ele considerou que as provas eram suficientes para justificar as buscas. Então, autorizou a PF a cumprir os mandados. A operação atingiu o advogado Willer Tomaz de Souza, parentes de Rocha e escritórios ligados a eles. O senador não foi alvo direto das apreensões.
Segundo a PF, Souza organizava a estrutura empresarial e financeira que servia ao parlamentar. Rocha, por sua vez, pedia ações, indicava quem receberia os valores e acompanhava os pagamentos.
A polícia encontrou indícios de que a mulher do senador, Samya Bernardes, recebeu mais de R$ 11 milhões de empresas de Souza. Além disso, ela comprou uma casa de R$ 6 milhões usada pelo senador.
As investigações apontam que os dois movimentavam e escondiam dinheiro de descontos irregulares feitos pelo INSS.







