
BRASÍLIA, 15 de setembro de 2025 – O Ministério Público Federal (MPF) determinou o arquivamento de um inquérito que investigava supostos crimes no acordo energético de Itaipu durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A apuração, iniciada em 2019, apurava suspeitas de corrupção ativa e tráfico de influência em negociações com o Paraguai. No entanto, o relatório final do MPF constatou a ausência total de provas que confirmassem a ocorrência de quaisquer irregularidades ou oferta de vantagens indevidas.
Conforme o documento, as investigações buscaram esclarecer se lobistas realizaram negociações paralelas para beneficiar interesses comerciais. O MPF analisou a possível existência de crimes contra a administração pública nas operações internacionais. Porém, o órgão concluiu que não foram identificadas evidências de práticas ilícitas.
O relatório destacou especificamente a “não comprovação de oferta ou promessa de vantagem indevida a autoridade estrangeira”.
O caso representou uma das primeiras denúncias de corrupção que ganharam destaque no início do mandato de Bolsonaro. O arquivamento ocorre após quatro anos de apurações, que se concentraram nas suspeitas de repasses de propina ligados ao tratado bilateral.
Além disso, o MPF verificou a ausência de elementos probatórios mínimos para configurar atos lesivos ao erário público ou à administração.







