SIGILO QUEBRADO

Movimentações financeiras recolocam Edson na mira CPMI, diz Duarte

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CPMI Duarte
Após revelações sobre movimentações financeiras, Edson Araújo volta ao foco da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, afirma Duarte Júnior.

BRASÍLIA, 20 de janeiro de 2026 – As recentes revelações sobre movimentações financeiras suspeitas atribuídas ao deputado estadual Edson Araújo (PSB-MA) recolocaram seu nome no centro das investigações da CPMI do INSS.

Para o vice-presidente da comissão, o deputado federal Duarte Jr, os dados da quebra de sigilo reforçam indícios de desvio de recursos e ampliam a gravidade das denúncias já em apuração no Congresso Nacional.

De acordo com informações da Receita Federal, Edson Araújo movimentou mais de R$ 18 milhões no primeiro semestre de 2024, o que não é compatível com a renda de um deputado estadual, nem com os bens que ele próprio declarou à Justiça Eleitoral.

“Para além disso, tive acesso a documentos que mostram que, em 2024, ele chegou a receber 54 milhões em um único mês, usando uma conta de investimentos”, relatou Duarte Jr.

O parlamentar destacou ainda que, desde o início das apurações, enfrenta tentativas de intimidação. Edson Araújo chegou a fazer ameaças contra Duarte Jr, numa clara tentativa de constranger e deslegitimar o trabalho de fiscalização conduzido na CPMI.

“As ameaças não me intimidaram. Pelo contrário, reforçam a necessidade de avançar. Quem tenta silenciar uma investigação normalmente tem muito a esconder”, declarou.

Diante do agravamento do cenário e da repercussão das novas denúncias, Duarte Jr garantiu que Edson Araújo será convocado para prestar esclarecimentos à CPMI em fevereiro. A oitiva, segundo ele, é consequência direta da gravidade das revelações recentes.

“A CPMI existe para isso: para investigar, esclarecer e cobrar explicações quando surgem fatos dessa magnitude”, ressaltou.

Para Duarte Jr, o momento exige firmeza institucional e compromisso com o interesse público. “Nosso papel é defender o dinheiro do povo e garantir que ninguém esteja acima da lei. A sociedade espera respostas, e elas precisam vir”, concluiu.

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