
MARANHÃO, 21 de março de 2026 – O Supremo Tribunal Federal (STF) registrou, desde fevereiro de 2024, ao menos seis decisões que impactam o grupo político no Maranhão ligado ao ministro Flávio Dino e ao governador Carlos Brandão.
A decisão mais recente atingiu o jornalista Luís Pablo, alvo de mandado de busca e apreensão autorizado por Alexandre de Moraes. A medida ocorreu após publicações sobre o uso de veículos do Tribunal de Justiça do Maranhão por Flávio Dino e familiares durante visitas ao estado.
De acordo com o STF, o uso de uma Toyota SW4 está respaldado por acordo institucional voltado à segurança do ministro. Além disso, a investigação apura possível monitoramento irregular de deslocamentos em São Luís, enquanto o jornalista afirma que a ação busca identificar fontes.
Antes disso, em agosto de 2024, Alexandre de Moraes determinou o afastamento do procurador-geral do estado, Valdênio Caminha. Indicado por Carlos Brandão, ele também ficou impedido de assumir novos cargos públicos no Maranhão.
A decisão considerou o descumprimento de ordens judiciais que exigiam exoneração de servidores por suspeita de nepotismo cruzado. A ação foi movida pelo partido Solidariedade, que possui integrantes alinhados ao grupo político ligado a Flávio Dino.
Em outubro de 2024, o ministro determinou a saída de Gilberto Lins Neto da presidência da Empresa Maranhense de Administração Portuária. Além disso, afastou Ítalo Augusto Reis Carvalho de funções na Secretaria de Infraestrutura e na Maranhão Parcerias.
Já em dezembro, novas decisões ampliaram o alcance das medidas. O STF determinou a exoneração de três aliados do governador na Assembleia Legislativa do Maranhão por vínculos familiares, dentro de investigações relacionadas ao grupo político no Maranhão.
Entre os exonerados estavam Marcos Barbosa Brandão, irmão do governador, Camila Correia Lima de Mesquita Moura, cunhada, e Jacqueline Barros Heluy. No mesmo período, Alexandre de Moraes suspendeu a nomeação de Marcos Brandão para secretaria estadual.
O afastamento de Valdênio Caminha ocorreu após o governo levantar suspeição de Flávio Dino em processos sobre o Tribunal de Contas do Estado. Além disso, o ex-procurador apresentou denúncias à Procuradoria-Geral da República contra assessores do gabinete do ministro.
Por fim, a disputa também envolve indicações ao Tribunal de Contas do Maranhão, com nomeações suspensas há quase dois anos sob relatoria de Flávio Dino.
O ministro tem como principais aliados políticos os deputados Marcio Jerry e Othelino Neto.







