
BRASÍLIA, 02 de outubro de 2026 — A ministra Estela Aranha, do TSE, rejeitou um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para excluir uma fala em que o presidente Lula o relacionou à milícia do Rio de Janeiro.
Lula afirmou, em entrevista à Rádio Tupi no dia 18 de setembro, que “um candidato a presidente é ligado aos milicianos aqui do Rio de Janeiro” e que haveria “muita gente da família Bolsonaro metida com os milicianos”.
Os advogados de Flávio pediram a exclusão desse trecho do vídeo da entrevista ou mesmo a retirada da íntegra da gravação.
Estela Aranha reconheceu que a declaração do presidente usou linguagem “contundente e potencialmente ofensiva à imagem”, mas afirmou que a fala ocorreu como parte do debate eleitoral.
Além disso, a ministra considerou que a afirmação foi feita em “termos amplos” e não envolveu “evento determinado, data, circunstância ou conduta específica”, o que permitiria analisar sua veracidade.
“Nesse cenário, sem prejuízo de uma análise mais detalhada acerca dos dispositivos em comento, entendo que, por ora, em sede liminar, não se mostra prudente a determinação de retirada do ar do conteúdo por parte desta Justiça Especializada”, decidiu Aranha.
Para a magistrada, uma decisão no sentido contrário poderia “produzir efeito inibidor indevido sobre o debate político”.
A decisão da ministra é provisória e será analisada pelos demais ministros do TSE. Em outro momento, será avaliado o mérito do caso e decidido se Flávio deve ter direito de resposta.










