
BRASÍLIA, 05 de março de 2026 – Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro e obtidas pela Polícia Federal indicam que o ex-banqueiro avaliou como positivo um encontro com o presidente Lula e ministros do governo.
A reunião ocorreu em 4 de dezembro de 2024, no Palácio do Planalto, em Brasília. O conteúdo das conversas foi identificado durante análise de dados do aparelho e inclui diálogo entre Vorcaro e sua então namorada, Martha Graeff.
As mensagens registram que Martha desejou boa sorte ao empresário pela manhã e afirmou esperar que ele alcançasse o objetivo da reunião. Pouco antes das duas da tarde, Vorcaro informou que o encontro havia terminado. Ele relatou que a reunião foi intensa e mencionou a presença de ministros e a participação do presidente do Banco Central.
O encontro com Lula não apareceu na agenda oficial da Presidência. Segundo registros obtidos na investigação, a reunião ocorreu quando Daniel Vorcaro já buscava alternativas para lidar com dificuldades de liquidez do Banco Master. O encontro teria sido intermediado pelo ex-ministro da Economia Guido Mantega.
Além disso, participaram da reunião o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Durante o encontro, Lula também solicitou a presença do futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. As informações sobre a reunião foram divulgadas inicialmente em reportagem do jornal O Globo.
Posteriormente, Lula comentou o encontro em entrevista concedida ao portal UOL. Na ocasião, o presidente afirmou que já recebeu representantes de diferentes instituições financeiras em outras oportunidades, incluindo bancos como Itaú, Bradesco, Santander e BTG Pactual, mesmo sem compromissos registrados na agenda oficial.
Segundo Lula, Guido Mantega apresentou Daniel Vorcaro e solicitou a reunião em Brasília. Durante a conversa, o empresário relatou ao presidente que afirmava sofrer perseguição. Em resposta, Lula afirmou que a apuração sobre o Banco Master deveria ocorrer de forma técnica e conduzida pelo Banco Central.
Ainda na entrevista, o presidente declarou que não haveria posicionamento político favorável ou contrário ao Banco Master. Ele afirmou que a condução do caso deveria ocorrer com base em avaliação técnica do Banco Central. Dessa forma, o processo analisaria eventuais irregularidades financeiras e a situação da instituição.
O presidente também destacou que a investigação deve avaliar elementos como a situação financeira do banco e eventuais indícios de irregularidades. Segundo ele, a atuação do Banco Central ocorre com base em critérios técnicos para verificar as condições da instituição financeira.







