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Maranhenses são resgatados de trabalho escravo no Mato Grosso

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Maranhenses escravidão
Operação encontrou maranhenses em fazenda de Peixoto de Azevedo; condições degradantes e restrição de liberdade foram identificadas em lugar de difícil acesso.

MARANHÃO, 02 de abril de 2026 – Auditores do trabalho resgataram pelo menos 25 trabalhadores em condições análogas à escravidão em uma fazenda no município de Peixoto de Azevedo, no Mato Grosso. A operação ocorreu ao longo de quatro dias e contou com apoio da Polícia Militar e da Polícia Federal.

Entre as vítimas, há trabalhadores maranhenses, além de outros estados das regiões Norte e Nordeste. A propriedade rural fica a cerca de 692 quilômetros de Cuiabá e é voltada à pecuária.

A fiscalização identificou restrição de liberdade, servidão por dívida e condições degradantes de trabalho e moradia. O caso foi encaminhado ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que deve adotar as medidas cabíveis.

A fazenda está em uma área de difícil acesso, com aproximadamente 100 quilômetros de estrada de terra em condições precárias. O isolamento era agravado pela falta de transporte e pela inexistência de sinal de telefone ou internet nos alojamentos.

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As equipes constataram jornadas exaustivas, sem descanso semanal adequado. Em muitos casos, os trabalhadores atuavam de segunda a sábado e ainda realizavam atividades aos domingos sem registro formal.

O pagamento dessas horas extras era feito à parte, sem controle formal. O endividamento dos empregados se tornou outro ponto crítico da fiscalização.

Os trabalhadores recebiam alimentação básica, mas itens essenciais como produtos de higiene e limpeza eram vendidos dentro da própria fazenda. Os empregados assinavam documentos em branco, sem controle dos valores. Os descontos eram feitos diretamente nos salários.

As condições de moradia foram classificadas como precárias, com ausência de estrutura mínima para higiene e segurança. Inclusive, foram identificados riscos à saúde, como o manuseio de agrotóxicos sem proteção adequada.

Os trabalhadores lavavam essas roupas junto às peças pessoais. E havia empregados operando máquinas sem qualquer tipo de capacitação.

Durante a operação, diversos setores da fazenda foram interditados. Áreas industriais, equipamentos e instalações consideradas perigosas sofreram interdição. A cozinha da sede também foi fechada por falta de condições sanitárias.

O proprietário foi notificado a regularizar a situação dos trabalhadores. Ele também deve pagar as verbas rescisórias, que ultrapassam R$ 500 mil.

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