DOENÇA

Maranhão registra quase 900 casos de leishmaniose em 2024

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Maranhão é classificado como de risco muito intenso para a doença. Ministério da Saúde aponta 30 óbitos em dois anos.

MARANHÃO, 16 de janeiro de 2025 – A Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão (SES) registrou 832 casos de leishmaniose em 2024. Foram 605 casos de leishmaniose tegumentar, que provoca lesões na pele e mucosas, e 227 de leishmaniose visceral, a forma mais grave da doença, que atinge órgãos internos como fígado e baço.

Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos dois anos, 30 pessoas morreram devido à doença no estado.

O Maranhão, junto ao Tocantins, é considerado uma área de risco muito intenso para infecções de leishmaniose. Entre os sintomas da forma visceral estão febre, emagrecimento e anemia, enquanto a forma tegumentar causa úlceras e pode afetar mucosas em casos graves.

A maior incidência ocorre em cidades litorâneas. Em São Luís, foram registrados 32 casos em 2023, sendo 19 de leishmaniose visceral e 13 tegumentar. Dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) apontam que homens foram os mais afetados pela forma visceral, enquanto mulheres predominam entre os casos tegumentares.

PREVENÇÃO E MEDIDAS DE CONTROLE

A prevenção inclui o uso de coleiras repelentes em cães, limpeza de ambientes e descarte adequado de lixo, evitando a proliferação do mosquito transmissor.

Desde 2020, Caxias realiza distribuição de coleiras impregnadas com inseticida para cerca de 12 mil cães a cada seis meses. Em São Luís, no entanto, essa medida ainda não foi implementada.

Campanhas de conscientização e ações de vigilância também são promovidas. A Unidade de Vigilância em Zoonoses realiza inquéritos sorológicos e resgate de animais de rua com suspeita de infecção.

FATORES AMBIENTAIS E RISCOS URBANOS

O médico veterinário Arnaldo Muniz destaca que desmatamento e ocupação desordenada ampliam o risco de transmissão, ao aproximar os mosquitos de ambientes urbanos. “Com o desaparecimento dos habitats naturais, os mosquitos buscam fontes alternativas, como animais domésticos”, explica.

Os cães são os principais reservatórios da doença. O uso de coleiras repelentes protege aproximadamente 60% dos animais e reduz em até 92% os riscos para humanos.

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