
MARANHÃO, 29 de agosto de 2025 – O Maranhão registrou a menor proporção de domicílios unipessoais do Brasil em 2024, com apenas 13,5% das casas habitadas por um único morador. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta (22) pelo IBGE.
O levantamento mostra que o índice maranhense ficou abaixo da média nacional de 18,6%. Além do Maranhão, apenas o Amapá (13,6%) apresentou percentual inferior a 14%. No outro extremo, estados como Rio de Janeiro (22,6%), Rio Grande do Sul (20,9%) e Goiás (20,2%) registraram as maiores proporções de lares unipessoais no país.
BRASIL REGISTRA ALTA NO NÚMERO DE PESSOAS SOZINHAS
Em 2012, o Brasil contabilizava 7,5 milhões de lares unipessoais. Em 2024, esse número alcançou 14,4 milhões, o que representa um crescimento de 93,1%. Os domicílios com apenas um morador passaram de 12,2% para 18,6% do total nacional em 12 anos.
Segundo o IBGE, o envelhecimento da população ajuda a explicar a expansão. Em 2024, 40,5% das pessoas que viviam sozinhas tinham 60 anos ou mais, enquanto os idosos representavam apenas 16,1% da população total.
O Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul, que concentram os maiores índices de idosos, lideram também a proporção de lares unipessoais.
OUTROS ARRANJOS DOMICILIARES
Além dos domicílios unipessoais, a pesquisa identificou predominância dos lares nucleares, que reúnem casais com ou sem filhos ou famílias monoparentais.
Esse tipo de arranjo representava 65,7% das moradias brasileiras em 2024, embora em 2012 fosse 68,4%. Apesar da queda proporcional, o número absoluto cresceu, passando de 41,9 milhões para 50,8 milhões.
O levantamento ainda apontou que 14,5% dos domicílios eram classificados como estendidos, quando incluem parentes além da família nuclear, e 1,2% como compostos, que agregam pessoas sem vínculo familiar, como pensionistas ou empregados domésticos.
O estudo também revelou a distribuição da população brasileira por sexo. Em 2024, as mulheres representaram 51,2% dos 211,9 milhões de habitantes, enquanto os homens corresponderam a 48,8%. Apenas Tocantins e Santa Catarina apresentaram maior proporção de homens, com 51,3% e 50,2%, respectivamente.
O IBGE destacou que nascem mais meninos que meninas, mas as mortes por causas externas, como acidentes e violência, reduzem a proporção masculina ao longo dos anos.
O técnico do instituto, William Kratochwill, afirmou que a maior longevidade feminina está relacionada a maior atenção à saúde e cuidados preventivos.







