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Maranhão pode chegar a 9,6 mil casos de câncer ao ano

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O Maranhão pode registrar cerca de 9.630 novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer.

MARANHÃO, 07 de abril de 2026 – O Maranhão pode registrar cerca de 9.630 novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer. Ao todo, o estado deve ultrapassar 28 mil diagnósticos no período, com taxa de 119 casos por 100 mil habitantes, desconsiderando tumores de pele não melanoma.

De acordo com a médica Patrícia Lima, entre 30% e 50% dos casos podem ser prevenidos. Segundo ela, dados da Organização Mundial da Saúde e do Inca mostram que políticas voltadas à mudança de hábitos podem reduzir significativamente os registros de câncer no Maranhão e as mortes relacionadas à doença.

Entre os fatores de risco modificáveis, a falta de atividade física se destaca. A prática regular ajuda a regular hormônios, fortalece o sistema imunológico e controla o peso. Dessa forma, reduz o risco de tumores como os de intestino, mama e endométrio.

Além disso, a alimentação tem papel relevante. Dietas ricas em ultraprocessados, açúcar e gorduras aumentam o risco de câncer. Na prática clínica, esses fatores atuam de forma conjunta, potencializando efeitos negativos no organismo e favorecendo o desenvolvimento de tumores.

O consumo de álcool e o tabagismo também contribuem diretamente para o aumento dos casos. O cigarro possui mais de 70 substâncias cancerígenas, enquanto o álcool se transforma em compostos tóxicos no organismo, associados a tumores no fígado e no trato gastrointestinal.

Outros fatores ligados à rotina também influenciam. A privação de sono compromete o ritmo circadiano e reduz a produção de melatonina. Inclusive, o estresse crônico eleva os níveis de cortisol e adrenalina, o que prejudica a atuação das células de defesa.

O câncer no Maranhão apresenta ainda um desafio adicional: o diagnóstico tardio. Em muitos casos, a doença não apresenta sintomas nas fases iniciais, o que dificulta a identificação precoce e reduz as chances de tratamento eficaz.

Segundo a especialista, o diagnóstico precoce permite identificar a doença em estágio inicial, quando as taxas de cura podem ultrapassar 90% em diversos tipos de tumores. Por isso, o acompanhamento regular da saúde é fundamental.

Exames como mamografia, colonoscopia e preventivos ajudam a detectar alterações precoces.

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