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Maranhão está entre os cinco maiores produtores de tilápia

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Maranhão tilápia
Maranhão se destaca no ranking com 59,6 mil toneladas, figurando entre os 5 maiores produtores do país e ocupando a 2ª posição na criação de peixes nativos.

MARANHÃO, 05 de março de 2026 – A piscicultura brasileira atingiu um patamar histórico em 2025 ao superar a marca de 1 milhão de toneladas de peixes de cultivo. De acordo com o Anuário 2026 da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), o país produziu exatamente 1,011 milhão de toneladas, o que representa um crescimento de 4,41% em comparação com o ano anterior.

A tilápia consolidou-se como a principal espécie cultivada no Brasil. Em 2025, a produção alcançou 707,4 mil toneladas, registrando um aumento de 6,83% em relação a 2024. Dessa forma, a espécie passou a representar quase 70% de todo o peixe produzido em cativeiro no território nacional.

O avanço da tilápia no país tem sido expressivo nas últimas décadas. Desde 2015, quando o primeiro levantamento setorial contabilizou cerca de 285 mil toneladas, o crescimento acumulado chegou a 148%. Esse desempenho posiciona a espécie como a base fundamental da produção aquícola nacional.

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PRODUÇÃO REGIONAL

O Maranhão figura entre os cinco maiores produtores de peixes cultivados do Brasil, com 59,6 mil toneladas registradas em 2025. O estado integra um seleto grupo ao lado de Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina, que juntos concentram a maior parte da produção nacional.

Além do destaque na produção geral, o Maranhão ocupa a segunda posição no ranking de peixes nativos, com 42,7 mil toneladas. O estado fica atrás apenas de Rondônia nesse segmento específico.

O crescimento da atividade no estado está associado a uma série de fatores estruturais. Entre eles, especialistas destacam a ampliação dos investimentos no setor, a profissionalização dos produtores e o aumento consistente da demanda por pescado no mercado interno e externo.

Apesar do avanço na produção, a piscicultura brasileira enfrentou obstáculos significativos ao longo de 2025. O presidente-executivo da Associação Brasileira da Piscicultura, Francisco Medeiros, aponta que oscilações climáticas adversas e problemas sanitários impactaram o desempenho de diversas regiões produtoras.

A instabilidade cambial também pressionou os custos de produção e a competitividade do setor. Além disso, o chamado “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, incluindo pescados, criou barreiras adicionais para as exportações nacionais.

A concorrência com filés de tilápia importados do Vietnã intensificou a disputa no mercado brasileiro. Esse cenário desafiador exigiu dos produtores maior eficiência e estratégias para manter a participação no mercado interno e externo.

DESEMPENHO DAS REGIÕES E PERSPECTIVAS

A região Sul liderou o crescimento da piscicultura em 2025, com expansão de 8,08% e produção total de 360,8 mil toneladas. O Sudeste aparece na segunda posição, com 195,6 mil toneladas, seguido de perto pelo Nordeste, que alcançou 193,7 mil toneladas.

A região Norte foi a única a apresentar retração no período, com queda de 1,41% na produção. Esse desempenho contrasta com a trajetória ascendente das demais regiões e reflete desafios específicos enfrentados pelos produtores locais ao longo do ano.

Para 2026, as projeções indicam continuidade do crescimento da piscicultura brasileira. O setor aposta no aumento do consumo interno e na expansão das exportações como motores para novos avanços.

Se o ritmo de crescimento observado nos últimos anos for mantido, o Brasil projeta se tornar líder mundial na produção de peixes de cultivo até 2040.

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