
BRASIL, 04 de julho de 2026 — Sete em cada dez brasileiros defendem que jovens infratores recebam punições iguais às de adultos. É o que aponta levantamento do Datafolha, divulgado recentemente. O número é alto: 70% são favoráveis, enquanto 27% preferem a reeducação. Apenas 3% não opinaram.
A pesquisa foi realizada nos dias 17 e 18 de junho. Foram 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, em 139 cidades de todo o país. Em 2022, o apoio era ainda maior: 75%. Portanto, houve uma pequena queda, mas a maioria continua firme nessa opinião.
O assunto ganhou força no Congresso. Um projeto de lei que altera regras sobre adolescentes infratores já passou pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Agora, o texto aguarda definição sobre qual comissão vai analisar o mérito da proposta. O tema promete virar pauta nas eleições.
Entre os evangélicos, o apoio à punição severa chega a 75%. Entre católicos, 72% também são favoráveis. A reeducação agrada apenas 24% dos evangélicos e 25% dos católicos.
A opinião muda conforme o voto. Entre eleitores do presidente Lula (PT), 61% querem punição igual à de adultos, e 37% preferem reeducação. Já entre apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), o índice sobe para 81%. Nesse grupo, só 17% escolhem a reeducação.
A pesquisa também perguntou sobre drogas. A maioria (85%) concorda com a proibição do consumo. Eles justificam que “toda a sociedade sofre com as consequências”. Por outro lado, 13% são contra a proibição, pois acreditam que “é o usuário que sofre”. Só 2% não souberam responder.
É importante lembrar: pela lei brasileira, menores de 18 anos não cometem crimes, mas sim atos infracionais. Apesar disso, a pesquisa mostra que a população quer mudanças nessa regra.







