
BRASIL, 26 de outubro de 2026 — Reeleito neste domingo (25), Lula (PT) terá de remanejar cerca de R$ 20 bilhões do Orçamento de 2027 para custear medidas anunciadas pelo governo. A estimativa é do Ministério do Planejamento e Orçamento e representa pouco mais de 1% das despesas primárias sujeitas ao limite de gastos.
Entre as medidas, o reajuste do Bolsa Família terá impacto estimado de R$ 22,7 bilhões. Além disso, a terceira edição do Desenrola deve custar R$ 5 bilhões. Na receita, o governo calcula que deixará de arrecadar R$ 5,3 bilhões em 2027 com o fim das bets.
O governo também precisará encontrar recursos para promessas feitas durante a campanha. Lula anunciou a ampliação do Pé-de-Meia para universitários e a criação do Pix MEI, com transferências de até R$ 5 mil para microempreendedores individuais.
Outra proposta prevê transporte público gratuito aos fins de semana. O texto enviado ao Congresso destina 26,8% dos recursos reservados às emendas parlamentares para financiar a medida, o equivalente a R$ 12 bilhões em 2027.
Medidas de crédito, renúncias fiscais e iniciativas com impacto nas despesas mobilizaram cerca de R$ 298 bilhões em 2026. Para 2027, o governo mantém a meta de superávit de 0,5% do PIB, estimada em R$ 73,2 bilhões.










