
BRASÍLIA, 21 de janeiro de 2026 – A formalização da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal permanece parada há dois meses.
O presidente Lula ainda não enviou a mensagem oficial ao Senado, documento necessário para iniciar a sabatina e a votação do nome. Essa demora ocorre em meio a um desgaste na relação do Planalto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
A ausência do ofício presidencial, portanto, impede completamente o avanço do processo na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Messias retornou aos trabalhos em Brasília após férias, mas a indicação não tem prazo público para seguir adiante.
Com o recesso parlamentar em curso, a tendência é que qualquer definição só ocorra em fevereiro, caso o governo regularize a situação.
O principal motivo para a lentidão é um mal-estar político entre Lula e o senador Davi Alcolumbre. O presidente do Senado defendia publicamente a indicação do ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, para a mesma vaga no STF.
Em dezembro, Lula se referiu à disputa pela vaga como uma “confusão”. O impasse chegou a afetar o calendário do Senado no fim do ano passado.
Na ocasião, uma possível sabatina na última semana útil de 2023 foi cancelada justamente pela falta do documento oficial do Planalto.
Lula e Alcolumbre ficaram semanas sem diálogo direto, situação que só foi revertida com um encontro no Palácio da Alvorada. Contudo, mesmo após essa reaproximação, aliados do senador não consideram o assunto resolvido.
No governo, a estratégia atual mistura prudência e uma tentativa de “esfriar” a disputa em torno da vaga no Supremo Tribunal Federal. A expectativa do Planalto é que o atraso na formalização dê mais tempo para que Messias amplie seu apoio entre os senadores.
O objetivo final é assegurar os votos necessários para a aprovação do seu nome no plenário do Senado quando o processo for destravado.







