
MARANHÃO, 19 de agosto de 2025 – O desembargador Marcelo Carvalho Silva decidiu, nesta segunda (18), manter o afastamento de dirigentes da Federação Maranhense de Futebol (FMF).
A decisão de segunda instância confirmou integralmente o parecer do juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos. Entre os afastados está o presidente Antônio Américo Gonçalves, que não se manifestou após o anúncio.
Segundo o magistrado, os autos apontam “gravidade comprovada dos indícios” relacionados à criação do Instituto Maranhense de Futebol (IMF).
O Ministério Público do Estado, autor da Ação Civil Pública movida em julho, questionou a finalidade do instituto e levantou suspeitas de que ele teria sido utilizado para frustrar credores, gerar confusão patrimonial e favorecer alterações estatutárias da FMF.
Na decisão, o desembargador destacou ainda a existência de vícios em assembleias da entidade, apontando a possibilidade de irregularidades em mudanças estatutárias.
Além disso, Carvalho reforçou a “legitimidade ativa” do Ministério Público do Estado para investigar tanto a FMF quanto o IMF, considerando que a atuação do órgão se dá em defesa do interesse do cidadão maranhense.
Por se tratar de decisão monocrática, o parecer do desembargador ainda deverá ser submetido à apreciação da relatoria. A defesa poderá recorrer por meio de agravo. Nesse contexto, o processo segue em tramitação, enquanto as medidas cautelares permanecem válidas até novo julgamento.
Atualmente, a Federação Maranhense de Futebol está sob intervenção. O comando da entidade é exercido por cinco diretores, supervisionados pela advogada Susan Lucena, designada para acompanhar a gestão durante o afastamento da antiga diretoria.







