"TRANSFOBIA"

Justiça derrota Erika Hilton em processo contra estudante

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Justiça Erika
Justiça determina trancamento da ação penal movida contra a estudante de veterinária acusada de transfobia por postagens feitas em 2020 no antigo Twitter.

JÃO PESSOA, 13 de março de 2026 – A 3ª Turma Criminal do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) determinou o trancamento da ação penal movida contra a estudante de veterinária Isadora Borges, acusada de transfobia por postagens feitas em 2020 no antigo Twitter.

A decisão unânime da Justiça, proferida nesta quinta (12), acolheu pedido de habeas corpus da defesa e representou derrota para a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), que atuava como assistente de acusação no processo.

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia contra Isadora em fevereiro de 2025, aceita em abril pelo juiz federal Manuel Maia de Vasconcelos Neto, em João Pessoa (PB).

A ação equiparava as postagens ao crime de racismo, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considera homofobia e transfobia como delitos inafiançáveis.

A deputada Erika Hilton passou a atuar como assistente de acusação no processo em julho de 2025, mesmo sem ter sido citada diretamente nas publicações.

A defesa da estudante, comandada pelo criminalista Igor Alves, recorreu ao TRF-5 com pedido de habeas corpus. O relator, desembargador Rogério de Meneses Fialho Moreira, mudou seu entendimento inicial e votou pelo trancamento da ação, sendo acompanhado por unanimidade.

Os desembargadores concluíram que as opiniões expressas por Isadora Borges não justificavam a persecução criminal. O advogado Igor Alves sustentou que as postagens representavam apenas manifestação do pensamento, sem incitação à discriminação.

Com a decisão do TRF-5, a ação penal deve ser arquivada na primeira instância. A estudante Isadora Borges, hoje com 34 anos, expressou alívio com o encerramento do caso. O Ministério Público Federal ainda pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Paralelamente, a deputada Erika Hilton solicitou ao MPF investigação contra o apresentador Ratinho por comentários sobre sua eleição para a Comissão da Mulher da Câmara, que classificou como transfobia.

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