
RIO DE JANEIRO, 05 de junho de 2023 – Os assassinos do cinegrafista Santiago Andrade, que cruelmente tiraram sua vida ao atingi-lo com um rojão durante os tumultos provocados pelo grupo esquerdista black bloc, em fevereiro de 2014, ainda aguardam julgamento em liberdade. A situação é um reflexo perturbador da impunidade que persiste no sistema judicial brasileiro.
O repórter cinematográfico Santiago Ilídio Andrade cobria uma das manifestações que ocorreram em todo o país em 2014 quando foi brutalmente atingido na cabeça por um rojão disparado por esquerdistas. Ele agonizou por três dias antes de sucumbir aos ferimentos.
As imagens revelaram claramente que os responsáveis pelo disparo que tirou a vida do repórter foram identificados como Caio Silva de Souza e Fábio Raposo. No entanto, quase 10 anos se passaram desde a morte de Santiago, e os dois esquerdistas ainda aguardam o desfecho do julgamento em liberdade.
Os dois são acusados de homicídio doloso qualificado e explosão contra o repórter cinematográfico da TV Bandeirantes.
Raposo foi preso no mesmo dia em que Santiago foi declarado com morte cerebral. Já Caio Silva de Souza, depois de fugir da polícia do Rio de Janeiro, foi encontrado na Bahia em 12 de fevereiro, após uma tentativa de escapar de ônibus.
Os assassinos ficaram detidos apenas até 2015, quando foram soltos graças a um habeas corpus.
Em tempos em que velhinhas conservadoras são mantidas presas, deputados, influencers e jornalistas são cassados por sua opinião política, não deixa de ser revoltante o fato de que dois esquerdistas gozem de ampla liberdade e clemência do Judiciário após matarem brutalmente um inocente.







