
IRÃ, 13 de abril de 2026 – O regime do Irã executou pelo menos 1.639 pessoas ao longo de 2025, conforme dados do relatório anual das organizações Iran Human Rights e ECPM. Esse número representa o maior volume registrado no país desde 1989.
A ditadura islâmica aumentou o ritmo dos enforcamentos em 68% em comparação com o ano de 2024. A escalada ocorreu em um contexto de crescimento da insatisfação social no território iraniano.
A pena de morte funcionou como uma ferramenta central de repressão durante todo o ano passado. Em média, os carrascos mataram de quatro a cinco prisioneiros por dia. As autoridades buscavam espalhar o medo entre os cidadãos. O objetivo era evitar que novas ondas de protestos ameaçassem o controle dos aiatolás.
O combate ao tráfico de drogas serviu de justificativa para 795 mortes em 2025. A maioria das vítimas veio de setores pobres da população. Elas foram condenadas em tribunais sem acesso a um processo justo, apontam as entidades.
A Organização das Nações Unidas criticou o uso da força letal contra crimes que não se enquadram entre os mais graves pelo Direito internacional. O balanço de 2025 também aponta recordes de gênero e nacionalidade.
O regime enforcou 48 mulheres no ano passado, o maior volume em duas décadas. Além disso, outras 84 vítimas eram cidadãos do Afeganistão. Para ampliar o impacto psicológico na população, o governo realizou 11 execuções em locais públicos. Essas execuções ocorreram diante de plateias que incluíam crianças.
Especialistas da ONU alertaram, em outubro de 2025, que os ataques sistemáticos contra civis podem configurar crimes contra a humanidade. Juízes da Irã basearam sentenças em confissões obtidas sob tortura. No fim do ano passado, o país aprovou leis ainda mais severas contra suposta colaboração com “Estados hostis”.
A nova legislação facilitou novas condenações.







