FRAUDE ACADÊMICA

Investigado esquema de militares em curso de Medicina da UFMA

Andre Reis
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UFMA militares
Investigação aponta que militares podem ter usado transferências funcionais para entrar em Medicina na UFMA sem passar pelos processos seletivos comuns.

MARANHÃO, 25 de julho de 2026  O Ministério Público do Maranhão (MPMA) recomendou medidas à UFMA, à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros para evitar o uso irregular de transferências funcionais no acesso ao curso de Medicina. A investigação aponta que militares podem ter usado esse mecanismo para entrar no curso sem disputar os processos seletivos tradicionais.

Segundo o MP, o esquema começava com o ingresso em cursos menos concorridos, como Nutrição ou Enfermagem. Depois, o servidor pedia transferência funcional para uma cidade onde o curso não existia.

Então, solicitava transferência acadêmica para Medicina alegando continuidade dos estudos. Ao voltar para São Luís, permanecia matriculado em Medicina.

O promotor Paulo Roberto Barbosa Ramos afirmou que há indícios de desvio de finalidade. A lei prevê esse tipo de transferência apenas quando atende ao interesse público.
Além disso, o MP destacou que policiais e bombeiros cumprem dedicação integral. Por isso, mudanças de escala para atender interesses pessoais podem prejudicar o serviço à população.

O MP orientou a UFMA a exigir prova de que a transferência ocorreu por necessidade do serviço. Também recomendou o retorno do estudante ao curso e ao campus de origem caso ele volte à antiga lotação. A PM e o Corpo de Bombeiros devem informar o motivo das transferências, evitar flexibilizar escalas e apurar ausências.

As instituições têm 30 dias para responder. O descumprimento pode gerar medidas judiciais e responsabilização civil, administrativa e penal militar.

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