
MARANHÃO, 05 de agosto de 2026 — A Federação Maranhense de Futebol (FMF) completa um ano sob intervenção judicial nesta quarta (5). A medida começou com previsão de seis meses, mas foi estendida por causa de brigas na Justiça.
O juiz Douglas de Melo Martins nomeou a advogada Susan Lucena como interventora. Ela afastou o presidente Antônio Américo e começou a reorganizar a federação. A equipe fez relatórios financeiros, levantou bens e recadastrou clubes e ligas.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu as eleições para a nova diretoria com uma liminar. Por isso, o processo está parado até hoje. Dirigentes de clubes afirmam que a falta de uma diretoria eleita enfraquece o diálogo com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
O Ministério Público do Maranhão investiga a gestão anterior. Os relatórios apontam indícios de desvio de mais de R$ 2 milhões. A Promotoria pediu a quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados. Além disso, quer a dissolução do Instituto Maranhense de Futebol, que seria usado para movimentar recursos da federação.
A situação se repete. Antônio Américo assumiu a presidência após uma intervenção anterior e ficou anos no cargo. Agora, a intervenção atual já passou do prazo inicial. Os campeonatos estaduais continuam normalmente, mas questões administrativas, como a atualização do estatuto, ficam sem solução.
O futuro da FMF depende de uma nova decisão do ministro Flávio Dino. O mandato de Antônio Américo terminaria em dezembro deste ano. Por isso, aumenta a pressão para que a federação realize eleições e escolha uma nova diretoria. Até lá, a entidade segue sob intervenção.







