CASO ETERNO

Inquérito das fake news vai seguir até 2027, indica Moraes

Compartilhe
Inquérito moraes
Moraes indicou a colegas do Supremo que pretende manter o inquérito das fake news aberto ao menos até 2027, quando deverá assumir a presidência da Corte.

BRASÍLIA, 20 de fevereiro de 2026 – O ministro Alexandre de Moraes sinalizou a integrantes do Supremo Tribunal Federal que pretende manter o inquérito das fake news aberto até, pelo menos, 2027, quando deverá assumir a presidência da Corte no lugar do ministro Edson Fachin. A investigação foi instaurada para apurar ataques e ameaças contra ministros do tribunal.

O inquérito das fake news foi aberto em 2019 por determinação do então presidente do STF, Dias Toffoli, que designou Moraes como relator sem sorteio. O objetivo declarado foi investigar supostos ataques, ameaças e campanhas contra integrantes do tribunal.

Entre as primeiras decisões vinculadas ao inquérito das fake news esteve a ordem para retirar do ar uma reportagem da Revista Crusoé. O conteúdo citava um documento que associava Toffoli à empreiteira Odebrecht, mencionando o ministro como “amigo do amigo”.

Juristas e políticos interpretaram a retirada da reportagem como censura. Além disso, a condução da investigação gerou críticas dentro do Ministério Público. A então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu o arquivamento do caso, mas Moraes rejeitou a solicitação.

Dodge argumentou que não existe previsão legal para que um juiz identifique um suposto fato criminoso, determine a abertura de investigação e escolha o responsável pela apuração. Ainda assim, Toffoli sustentou que a medida possuía amparo no regimento interno do STF.

DECISÕES DO STF E CONTEXTO POLÍTICO

Em 2020, o plenário do Supremo declarou a constitucionalidade do inquérito das fake news por dez votos a um. O único voto contrário foi do então ministro Marco Aurélio Mello, que classificou o procedimento como “inquérito do fim do mundo”.

Durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o STF se tornou alvo frequente de críticas e contestações políticas. Integrantes da Corte avaliaram que o ambiente institucional justificava a continuidade da investigação em andamento.

Com a condenação de envolvidos em supostos atos antidemocráticos e a redução da tensão institucional, parte da comunidade jurídica passou a defender o encerramento do inquérito. Ainda assim, ministros avaliam que o cenário eleitoral de 2026 pode reacender ataques ao tribunal.

Compartilhe
0 0 votos
Classificação da notícias
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x