SIGILO CÚMPLICE

GSI nega acesso a registros de visitas de Luchsinger ao Alvorada

Fonte: PODER 360
Compartilhe
luchsinger
GSI nega acesso a registros de visitas de Luchsinger ao Alvorada. Gabinete alega que divulgação “gera risco à segurança de instituições.

BRASÍLIA, 28 de setembro de 2026 — O GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência da República negou informar os registros de acesso de Roberta Luchsinger, lobista amiga do filho de Lula (PT), no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente.

A negativa foi dada em resposta a um pedido formulado pela equipe da coluna da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, via Lei de Acesso à Informação.

Segundo a reportagem, assinada por Rafael Moraes Moura, o GSI alegou que os dados estão sob sigilo, uma vez que a divulgação das visitas a Lula no Alvorada “gera risco à segurança de instituições ou altas autoridades nacionais ou estrangeiras e seus familiares”.

O órgão não definiu por quanto tempo as informações permanecerão fechadas ao público.

Pela lei, há 3 níveis de sigilo:

  • 5 anos – informação reservada;
  • 15 anos – informação secreta;
  • 25 anos – informação ultrassecreta

Ainda de acordo com a coluna, o GSI justificou que “os registros de entrada e saída de pessoas em residências oficiais do presidente da República são informações que devem ser protegidas por revelarem aspectos da intimidade e vida privada das autoridades públicas e de seus familiares, salvo se tais registros disserem respeito a agendas oficiais ou se referirem a agentes privados que estejam representando interesses junto à administração pública”.

A resposta do GSI destoa dos retornos obtidos pela reportagem em relação a pedidos sobre registros de Luchsinger em outras entidades públicas, como o Ministério da Previdência Social e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

No caso da Previdência Social, foi informado que “após consulta aos bancos de dados disponíveis, realizada com base no nome informado no pedido, não foram identificados registros de entrada ou saída associados à pessoa indicada, no período solicitado”.

Também a Anvisa respondeu que “após as devidas buscas, não foram localizados registros de entrada ou saída referentes à cidadã Roberta Moreira Luchsinger”.

Roberta Luchsinger é investigada junto de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em 3 inquéritos da Polícia Federal por tráfico de influência. A suspeita é que eles tenham trabalhado junto a autoridades de órgãos federais para favorecer empresas.

Entre os nomes citados nas investigações está o do ex-chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.

Em uma das últimas revelações sobre o caso, a PF mostrou que Lulinha, Roberta e Marcola trabalharam junto à Petrobras em favor dos interesses da produtora de fertilizantes Unigel.

O inquérito indica que Luchsinger negociou e fechou com Leo Slezynger, diretor da Unigel e filho do fundador da empresa, Henri Slezynger, um contrato de consultoria.

O contrato envolvia o pagamento de R$ 100 mil e mais R$ 25 milhões caso a empresa conseguisse fechar o financiamento de R$ 500 milhões que buscava junto ao BNDES.

Compartilhe
0 0 votos
Classificação da notícias
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x