
BRASIL, 20 de março de 2026 – O Grupo Mateus fechou 28 lojas ao longo de 2025. Entre as unidades encerradas, 20 eram departamentos de eletro dentro de estabelecimentos de varejo alimentar. No quarto trimestre, 13 dessas lojas de eletro foram desativadas.
Paralelamente, a companhia abriu nove novas unidades no setor alimentar, sendo cinco atacarejos, três supermercados e um hipermercado. Ao fim do ano, a rede somava 302 lojas.
O resultado operacional ficou aquém das expectativas do mercado. Por volta das 12h30 (horário de Brasília), as ações da empresa registravam queda de 13%, sendo negociadas a R$ 4,18. Esse movimento refletiu a percepção dos investidores sobre os números apresentados.
A perda de alavancagem operacional contribuiu para o desempenho considerado fraco. No quarto trimestre, a despesa operacional cresceu 34,2%, atingindo R$ 1,7 bilhão. Nesse mesmo período, a receita líquida avançou 20%. A relação entre despesa operacional e receita líquida passou de 14,6% no fim de 2024 para 16,3% no último trimestre.
A alta das despesas foi impulsionada principalmente pela consolidação do Novo Atacarejo. Essa operação adicionou cerca de R$ 237 milhões aos custos. Além disso, a abertura de novas lojas e a expansão em segmentos como supermercados para classe alta, com a marca Spazio, também pressionaram as despesas.
Tulio de Queiroz, vice-presidente financeiro, afirmou que 2026 será um ano focado em ganhar eficiência. “2026 é ano de ganhar eficiência com margem, despesa e ciclo de conversão de caixa, dado que o macro está mais difícil”, declarou.
A companhia sinalizou ainda a intenção de abrir “bem menos lojas” neste ano. A prioridade será a melhora do caixa e a redução da dívida.







