
BRASÍLIA, 31 de março de 2026 – O Ministério das Relações Exteriores (MRE) negou-se a fornecer, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), a lista de hóspedes que passaram por residências oficiais brasileiras no exterior durante o governo Lula.
O portal Metrópoles solicitou, no início de fevereiro, acesso à relação de hóspedes de 24 residências oficiais em cidades como Buenos Aires, Roma e Washington.
O Itamaraty rejeitou o pedido sob a justificativa de que ele seria “desproporcional” e “desarrazoado”. Segundo o órgão, a solicitação exigiria esforço capaz de sobrecarregar a instituição e prejudicar suas atividades.
A negativa foi baseada no artigo 13, inciso II, do Decreto nº 7.724/2012, que trata de solicitações consideradas “desarrazoadas”.
RECURSOS EM ANDAMENTO
A negativa foi contestada nas três instâncias previstas pela LAI. Dessa forma, o caso agora está sob análise da Controladoria-Geral da União (CGU).
É comum que residências oficiais brasileiras em países estratégicos hospedem autoridades, artistas e outras personalidades. Em abril de 2025, o presidente Lula e a primeira-dama Janja ficaram na residência oficial do Brasil em Roma, o Palácio Pamphilij, durante viagem para acompanhar o funeral do papa Francisco.
No fim do mesmo ano, o local recebeu o humorista Fábio Porchat, a convite do embaixador do Brasil na Itália, Renato Mosca de Souza.
DESPESAS COM VISITAS OFICIAIS
Em 2025, a manutenção de embaixadas e residências oficiais do Brasil no exterior custou ao menos R$ 240,5 milhões. O montante inclui salários de funcionários locais, aluguéis, obras e serviços de manutenção, conforme dados do Sistema Integrado de Administração Financeira obtidos via Siga Brasil.
Algumas notas de empenho detalham despesas relacionadas às estadias de Lula e Janja. Em outubro, a embaixada em Roma reservou R$ 10,1 mil para a compra de insumos durante visita oficial do casal ao Fórum Mundial da Alimentação.
Na mesma ocasião, foram destinados R$ 2,5 mil para a aquisição de velas para candelabros da ala de representação da residência oficial.
Em Nova York, a representação brasileira gastou R$ 9,6 mil com garçons para atender o presidente e a primeira-dama durante a estadia na residência oficial. A visita ocorreu por ocasião da 80ª Assembleia Geral da ONU.







