
BRASIL, 21 de março de 2024 – Após reportagens sobre os custos das viagens internacionais de Lula (PT) em 2023, a Secom (Secretaria de Comunicação Social) emitiu uma nota nesta semana.
Dados obtidos a partir de pedidos de Lei de Acesso e de consultas no Portal da Transparência mostram que o petista gastou R$ 65,9 milhões em 62 dias no exterior em 2023.
No comunicado à mídia, o Planalto diz que “as viagens realizadas pelo presidente Lula já resultaram em diversos acordos bilaterais e atração de investimentos para o país, muitos deles fartamente documentados pela imprensa, como a atração de mais de R$ 117 bilhões de montadoras estrangeiras no país”.
Esse valor e outros foram divulgados a propósito de anúncios de investimentos de montadoras no Brasil, mas há pouco detalhamento sobre quando exatamente as cifras serão aportadas no país.
Além disso, a nota do governo Lula cita outros resultados das viagens internacionais do presidente, sempre mencionando “anúncios”, mas quase nada com cronograma fixo e definido sobre quando os investimentos serão realizados:
- acordos com a China – a “previsão” é que rendam investimentos de até R$ 50 bilhões;
- atos assinados com Emirados Árabes – R$ 12,5 bilhões, “especialmente na área de energia verde”;
- visita à Arábia Saudita – “resultou em anúncio de investimentos de até R$ 50 bilhões do Fundo Soberano do país em projetos de desenvolvimento sustentável no Brasil”;
- empresas portuguesas EDP e Galp – “anunciaram investimentos de R$ 32 bilhões”;
- Japão – “anunciou uma linha de crédito de R$ 1 bilhão para investimentos no setor de saúde brasileiro”;
- as doações ao Fundo Amazônia – “atingiram recorde de US$ 726 milhões. Outros R$ 3,1 bilhões devem ser doados ao longo de 2024 por EUA, Noruega, Reino Unido, União Europeia e Dinamarca”.
O texto também fala em “ao menos 57 acordos bilaterais de diversos níveis” fechados com os países. Teriam sido:
- 7 com a Argentina;
- 15 com a China;
- 4 com os Emirados Árabes Unidos;
- 13 com Portugal;
- 4 com a Espanha;
- 2 com o Japão;
- 7 com Angola;
- 2 com São Tomé e Príncipe;
- 3 com Cuba;
- 19 com a Alemanha;
- 2 com Egito.
O Planalto disse que as “viagens presidenciais são um importante instrumento para o fortalecimento de relações entre países e para a promoção de negócios”.







