FAROESTE FISCAL

Gastos sob Lula batem R$ 2,6 tri e colam no teto da pandemia

Andre Reis
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Gastos somam R$ 2,633 trilhões em 12 meses até maio, ficam a R$ 189 bilhões do pico de novembro de 2020 e pressionam bloqueio orçamentário de R$ 23,7 bilhões.

BRASÍLIA, 1º de julho de 2026  O governo Lula gastou R$ 2,633 trilhões nos 12 meses encerrados em maio. Esse valor deixa o país perto do recorde histórico de despesas, que foi de R$ 2,822 trilhões em novembro de 2020, no auge da pandemia. Os dados são de levantamento da CNN.

A Previdência Social e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) são os principais responsáveis pelo aumento. A Previdência consumiu R$ 1,117 trilhão no período. Esse valor é mais que o dobro de todo o gasto com servidores públicos ativos.

Além disso, o reajuste do salário mínimo pela inflação puxa outros benefícios para cima, o que dificulta o controle das contas.

Para tentar segurar os gastos, a equipe econômica do presidente Lula aumentou o bloqueio orçamentário para R$ 23,7 bilhões. As projeções de despesas com o BPC subiram R$ 14,1 bilhões. As de aposentadorias aumentaram R$ 11,5 bilhões.

O governo quer cumprir a meta de superávit primário de 0,25% do PIB. Também precisa manter o crescimento dos gastos dentro do limite de 2,5% acima da inflação.

Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que o Estado está perdendo espaço para gastos livres. Agências reguladoras já sofrem restrições. O Banco Central também enfrenta cortes em tecnologia. Economistas alertam que a máquina pública pode parar totalmente até 2027 se o Congresso não aprovar reformas estruturais profundas.

O descontrole das contas também afeta a dívida pública. O Tesouro Nacional precisa emitir mais títulos para cobrir o rombo. Por isso, a dívida federal subiu 1,91% e chegou a R$ 8,798 trilhões. Esse valor equivale a quase 70% de todo o PIB brasileiro.

Essa trajetória de endividamento eleva as expectativas de inflação. Com isso, os juros continuam altos no mercado. Especialistas dizem que o descumprimento das metas fiscais pode levar o Brasil a uma recessão severa, como a de 2015 e 2016, com desemprego alto e perda do poder de compra da população.

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