
BRASIL, 10 de setembro de 2025 – O governo brasileiro prevê gastar R$ 1,7 trilhão com servidores ativos e aposentados em 2025, valor que representa o maior montante já destinado para essa finalidade.
Essa projeção ocorre simultaneamente à análise de uma proposta de reforma administrativa pelo Congresso Nacional. Os dados consolidados de mais de 90% dos municípios, além da União, estados e Distrito Federal, sustentam a estimativa.
Apesar de empregar menos servidores em proporção à força de trabalho (12,1%) comparado à média da OCDE (20,8%), o Brasil gasta mais: 13,5% do PIB contra 9,3% do bloco internacional.
Conforme a Fecomércio-SP e a própria OCDE, essa disparidade evidencia o alto custo da folha de pagamentos pública nacional. Além disso, desde 2021, os municípios ultrapassaram os estados em despesas com pessoal devido a um ritmo mais acelerado de contratações.
A reforma administrativa em discussão na Câmara dos Deputados, sob relatoria do deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), propõe a manutenção da estabilidade, mas introduz avaliação de desempenho e tabela salarial fixa.
O texto também defende limites mais rígidos para vantagens que superem o teto constitucional, atualmente em R$ 46,3 mil, além de restringir honorários e férias prolongadas. O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos afirmou que executa iniciativas para melhorar a eficiência administrativa desde janeiro de 2023.
Estimativas do Ipea indicam a existência de aproximadamente 11 milhões de servidores ativos no país, com quase 7 milhões lotados em prefeituras. Os 10% mais bem remunerados do setor público recebem 15 vezes mais que os 10% com os menores salários.
O Judiciário apresenta o maior salário médio mensal (R$ 16 mil), enquanto o Executivo registra R$ 4,5 mil.
A despesa com servidores em relação ao PIB passou de 8,90% em 2002 para 9,17% em 2024.







