
PAÇO DO LUMIAR, 04 de agosto de 2026 — O prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos (PSB), afirmou nesta terça (4) que o repasse investigado pela Polícia Federal é legal. Segundo ele, o dinheiro veio de um contrato de arrendamento firmado por uma de suas empresas, a Petro São Francisco. O gestor negou qualquer ilegalidade na transação.
Ele foi um dos alvos dos 18 mandados de busca e apreensão cumpridos pela PF. As ordens valeram para o Maranhão e o Distrito Federal. O ministro André Mendonça, do STF, autorizou as medidas. A operação apura suspeitas de lavagem de dinheiro. O caso envolve fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do INSS.
Em pronunciamento, o prefeito disse que foi surpreendido pela investigação. Ele afirmou que poderia ter apresentado os documentos do negócio se tivesse sido solicitado pelas autoridades.
“Esse repasse é resultado de um contrato de arrendamento e não há qualquer ilegalidade”, declarou. Ele disse ainda que toda a documentação seria apresentada prontamente se tivesse sido pedida.
Antes de assumir a prefeitura, Fred Campos atuou como advogado e empresário. Ele informou que suas empresas continuam funcionando normalmente. Inclusive, afirmou que sua defesa já está tomando as medidas jurídicas para esclarecer os fatos.
O prefeito garantiu que a operação não vai atrapalhar a administração municipal e pediu tranquilidade à população e reafirmou seu compromisso com Paço do Lumiar.
A nova fase da operação também atingiu familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA), apoiadores políticos e o advogado Willer Tomaz. Segundo a PF, as buscas investigam movimentações financeiras suspeitas.
Elas teriam sido feitas por pessoas físicas, empresas, contas de terceiros e operações em espécie. O objetivo seria esconder a origem e o destino do dinheiro.







