
FRANÇA, 23 de setembro de 2025 – O presidente francês, Emmanuel Macron, reconheceu oficialmente o Estado da Palestina nesta segunda (22), durante seu discurso na 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
A decisão visa reiniciar as negociações de paz baseadas na solução de dois Estados. Macron condicionou a abertura de uma embaixada francesa no território à libertação de todos os reféns em Gaza e a um cessar-fogo duradouro.
Além disso, o mandatário detalhou um plano de paz em parceria com a Arábia Saudita. A proposta prevê uma administração transitória em Gaza com a Autoridade Palestina e apoio internacional para o desarmamento do Hamas.
Macron condenou os ataques de 7 de outubro de 2023 e afirmou que a segurança de Israel é inegociável. O anúncio da França seguiu-se a reconhecimentos semelhantes de mais de dez países.
A Autoridade Palestina celebrou a decisão. Mahmoud Abbas, que participou da assembleia por videoconferência após ter o visto negado pelos EUA, pediu o desarmamento do Hamas e afirmou que o grupo não terá papel no futuro governo.
Por outro lado, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou o ato como uma “recompensa ao terrorismo” e prometeu retaliar, considerando desde a expansão de colônias até a expulsão de diplomatas franceses.
Dessa forma, a medida acentuou a divisão política dentro da França. Enquanto partidos de esquerda apoiaram a iniciativa, a direita criticou veementemente. Líderes republicanos e Marine Le Pen acusaram Macron de conceder uma vitória ao Hamas.
O presidente francês, no entanto, insistiu que a construção da paz é necessária, definindo três etapas concretas em seu plano, que incluem cessar-fogo, estabilização de Gaza e negociações definitivas.







