GUERRA TRABALHISTA

Flávio Dino vai decidir sobre adiamento do fim da escala 6×1

Andre Reis
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Dino STF
Ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, vai analisar um pedido para adiar as mudanças na jornada de trabalho. Ação foi distribuída nesta quarta (4).

BRASÍLIA, 05 de novembro de 2026 — O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai analisar um pedido para adiar as mudanças na jornada de trabalho. A ação foi apresentada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e distribuída ao magistrado por sorteio na quarta (4).

A entidade afirma que não é contra a redução da jornada nem o aumento dos dias de descanso. Entretanto, considera curto o prazo concedido às empresas para se adaptar. Segundo a CNC, as mudanças exigem reorganização das escalas, possíveis contratações e renegociação de acordos coletivos.

Pelo calendário aprovado, a jornada máxima semanal cairá de 44 para 42 horas em 16 de dezembro de 2026. Depois, o limite será reduzido para 40 horas em dezembro de 2027. A confederação argumenta que a primeira mudança ocorrerá justamente no período de maior movimento do comércio, durante as festas de fim de ano.

Por isso, a CNC solicita que a redução para 42 horas comece apenas em 16 de outubro de 2027. A entidade também quer transferir a jornada de 40 horas para outubro de 2028. O objetivo, segundo a confederação, é garantir mais tempo para a adaptação das empresas às novas regras.

Flávio Dino poderá decidir sozinho sobre o pedido de liminar apresentado pela CNC. Enquanto não houver decisão judicial que altere os prazos, o calendário aprovado permanece válido.

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