
BRASÍLIA, 04 de agosto de 2026 — O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça (4) a abertura de um terceiro inquérito para investigar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
A Polícia Federal pediu a investigação para apurar suspeitas de tráfico de influência no governo federal. Parte do procedimento corre sob sigilo.
A PF quer esclarecer se Lulinha atuou para beneficiar empresas privadas interessadas em decisões de órgãos federais. Além disso, os investigadores apuram a possível participação da empresária Roberta Luchsinger na intermediação dos interesses de uma empresa junto ao poder público.
Até o momento, a empresa e o órgão envolvidos não foram divulgados.
Na mesma decisão, Flávio Dino também autorizou um quarto inquérito para investigar o suposto vazamento de informações sigilosas ligadas ao caso. Antes disso, o ministro André Mendonça já havia autorizado outras duas investigações envolvendo Lulinha.
Elas analisam suspeitas relacionadas ao Ministério da Saúde, à comercialização de produtos à base de cannabis medicinal e a contratos da Dataprev.
As investigações começaram após a Polícia Federal reunir informações durante a apuração de fraudes no INSS. Por isso, Lulinha passou a ser citado por causa de sua relação com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
A abertura dos inquéritos permite novas diligências, mas não representa denúncia nem reconhecimento de culpa. A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade.







