
BRASÍLIA, 23 de outubro de 2026 — O senador Flávio Bolsonaro (PL) enviou ao TSE, nesta sexta (23), autorizações para divulgar seus dados bancários e telefônicos, após um acordo com a campanha de Lula para a abertura de sigilos.
Flávio exigiu que Lula também revelasse os gastos do cartão corporativo da Presidência e registros de visitas ao gabinete. Ele citou uma auditoria do TCU que indicou que quase 100% dos gastos do cartão entre janeiro de 2023 e abril de 2025 foram classificados como sigilosos.
O senador e candidato a Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), encaminhou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta sexta-feira, 23, autorizações para divulgar seus dados bancários e telefônicos.
O senador também cobrou que seu adversário no segundo turno, o presidente Lula (PT), apresente os gastos do cartão corporativo da Presidência da República e os registros de visitas ao gabinete presidencial.
A iniciativa ocorreu depois de as campanhas dos dois candidatos firmarem um acordo para autorizar a abertura de sigilos bancários, fiscais e telefônicos. O tema entrou na disputa eleitoral durante o debate da TV Bandeirantes, no último domingo, 18, quando Lula desafiou Flávio a divulgar suas informações financeiras.
Na petição encaminhada ao TSE, a defesa de Flávio argumentou que a transparência sobre despesas pagas com dinheiro público também deve fazer parte do debate.
O senador citou uma auditoria do Tribunal de Contas da União segundo a qual quase 100% dos gastos do cartão corporativo da Presidência, de janeiro de 2023 a abril de 2025, foram classificados como sigilosos ou reservados.
FLÁVIO COBRA TRANSPARÊNCIA SOBRE VISITAS
Além dos gastos do cartão corporativo, Flávio pediu a divulgação dos registros de pessoas que visitaram o gabinete presidencial. O senador afirmou que essas informações devem ser públicas.
A cobrança também ocorre em meio a questionamentos da oposição sobre uma reunião de Lula com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e sobre a relação entre a lobista Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente.
Os pedidos de divulgação apresentados por Flávio incluem informações sobre reuniões, visitas e empresas ligadas a pessoas próximas ao petista.
Na véspera, o senador também convocou Deltan Dallagnol, ex-procurador da Operação Lava Jato, para analisar os documentos apresentados pela campanha de Lula.
Senador eleito pelo partido Novo do Paraná, Dallagnol declarou que pretende verificar se o material entregue pelo presidente está completo. Segundo ele, a análise deve examinar informações fiscais e bancárias do presidente e de familiares, conforme os documentos disponibilizados.
TSE DIZ QUE CANDIDATOS PODEM DIVULGAR OS PRÓPRIOS DADOS
Nesta quinta (22), o ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, afirmou que os candidatos podem autorizar a divulgação dos próprios dados sem precisar de autorização prévia da Justiça Eleitoral. Segundo o magistrado, cabe aos titulares decidir se e quando tornarão públicas as informações protegidas por sigilo.
Mendonça também ressaltou que a divulgação voluntária de dados pessoais não substitui investigações formais conduzidas pelas autoridades competentes. A decisão não determina a publicação automática dos documentos nem confirma que todas as informações solicitadas pelas campanhas serão divulgadas.
As campanhas de Lula e Flávio protocolaram o acordo de abertura dos sigilos na quinta. O documento prevê a divulgação de dados dos candidatos e de familiares e pessoas jurídicas abrangidos pelos termos acertados.










