CASO ETERNO

Fachin cobra diretor da PF para concluir inquérito das fake news

Fonte: GAZETA DO POVO
Compartilhe
inquérito das fake news
Edson Fachin cobrou nesta terça (13) do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que acelere a conclusão do chamado inquérito das fake news, aberto há sete ano.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, cobrou nesta terça (13) do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, que acelere a conclusão do chamado “inquérito das fake news”, aberto há sete anos de ofício pelo então presidente da Corte, Dias Toffoli.

A conclusão do inquérito é frequentemente cobrada pela sociedade e por juristas por ter sido aberto sem provocação externa e que mirou, principalmente, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A ação chegou a ter o ministro Alexandre de Moraes como relator, mas foi puxada por Fachin para seu gabinete após as investigações do Banco Master chegarem a magistrados da Corte – principalmente o próprio Moraes que teria trocado mensagens com o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro.

“O presidente solicitou celeridade da Polícia Federal para o fim de examinar e decidir a conclusão do Inquérito (INQ) 4781, tendo a Polícia Federal adiantado que analisará as eventuais diligências pendentes”, disse o STF em uma nota divulgada após uma longa reunião de Fachin e Andrei Rodrigues durante a tarde

Além da cobrança para a conclusão das investigações, Fachin pediu que todas as menções a ministros da Corte encontradas nas investigações sobre o Banco Master sejam enviadas a ele com seus respectivos contextos e sem avaliações da autoridade policial.

O ministro também ressaltou que a realização de atos investigativos de magistrados depende de autorização do plenário do tribunal, afastando apurações pedidas tanto por Moraes como por André Mendonça.

“Ressaltou que a autoridade policial tem o dever de encaminhar todas as menções encontradas sem exceção, acompanhadas de seu contexto, em caráter estritamente descritivo”, informou o comunicado.

A audiência foi solicitada pela própria Polícia Federal e também abordou as investigações sobre o escândalo do roubo a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o próprio Banco Master.

Segundo a presidência do STF, a Corte aguarda uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para definir os próximos passos e analisar pedidos pendentes.

Fachin também tratou da segurança institucional e das ameaças dirigidas a ministros do Supremo, defendendo uma atuação preventiva e coordenada dos órgãos responsáveis pela proteção dos magistrados.

No caso de Alexandre de Moraes, as investigações revelaram a contratação do escritório de advocacia da esposa pelo Banco Master por R$ 129 milhões, além de informações sobre mensagens atribuídas ao banqueiro e contatos com o magistrado.

Também se apurou que o próprio Dias Toffoli foi sócio de seus irmãos em um resort no interior do Paraná que negociou cotas societárias com um fundo ligado ao Master.

Já em relação a André Mendonça, o ministro teria tido encontros com um advogado ligado a Vorcaro e sobre uma possível relação entre o banco e o Instituto Iter, que o teve como sócio.

Também foram relatadas a contratação de Chiquinho Feitosa, ex-cunhado do ministro Gilmar Mendes, por Vorcaro, além de reuniões e tentativas de aproximação.

Continue lendo…

Compartilhe
0 0 votos
Classificação da notícias
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x