
BRASÍLIA, 23 de fevereiro de 2026 – Neste domingo (22), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, arquivou o processo que interpelava a atuação do ministro Dias Toffoli no caso Master.
A arguição de suspeição (AS) foi aberta, depois de a Polícia Federal levar a Fachin um relatório que apresentava menções a Toffoli extraídas do celular do dono do banco, Daniel Vorcaro.
Toffoli constava em mensagens trocadas entre Vorcaro e o cunhado dele, Fabiano Zettel, a respeito do pagamento de um resort da família de Toffoli no Paraná, o Tayayá.
Em 12 de janeiro, no estopim da crise, os dez juízes do STF se reuniram no gabinete da presidência e decidiram pelo afastamento de Toffoli.
Mais tarde, naquela noite, o sistema do STF sorteou André Mendonça relator do caso. Dessa forma, a AS aberta contra Toffoli se tornou desnecessária.
O arquivamento da AS não afeta o andamento das investigações do Master. Isso porque a decisão dizia respeito exclusivamente à atuação de Toffoli como relator (portanto, se o ministro poderia ou não permanecer à frente do caso).
Com a redistribuição do processo a Mendonça, esse impasse foi resolvido e eventuais desdobramentos da apuração passam a ser analisados pelo novo relator.
Na nota divulgada pelo STF, posterior à reunião, os ministros manifestaram solidariedade a Toffoli.
“Registram, ainda, que a pedido do ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à presidência do tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a presidência do STF, ouvidos todos os ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua relatoria para que a presidência promova a livre redistribuição”, disse trecho do documento.







