
BRASÍLIA, 25 de fevereiro de 2026 – Ex-dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social ampliaram as investigações sobre o INSS ao detalhar, em delação premiada, suposto envolvimento de Fábio Luís Lula da Silva e de políticos em esquema de corrupção.
Segundo o portal Metrópoles, Virgílio Oliveira Filho e André Fidelis, presos desde 13 de novembro, relataram fatos às autoridades.
Conforme os depoimentos, os ex-servidores citaram a participação de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e da ex-ministra Flávia Arruda, mencionada como Flávia Péres. Além disso, as delações indicam articulações no âmbito do INSS que teriam envolvido repasses e acordos ilegais.
De acordo com as investigações, Flávia Péres é casada com Augusto Lima, ex-executivo do Banco Master e ex-sócio do empresário Daniel Vorcaro. Os delatores afirmaram que ela teria atuado em articulações ilícitas no INSS. Além disso, citaram repasses atribuídos a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
Segundo a Polícia Federal, Virgílio Oliveira Filho, ex-procurador do INSS e servidor da Advocacia-Geral da União, recebeu R$ 11,9 milhões de empresas ligadas a entidades que aplicavam descontos indevidos em aposentadorias. Desse total, R$ 7,5 milhões teriam origem em empresas associadas a Careca do INSS.
Ainda conforme a apuração, parte dos valores teria sido transferida para contas e empresas da esposa de Virgílio, a médica Thaisa Hoffmann Jonasson. Já André Fidelis, que dirigiu a área de Benefícios do INSS em 2023 e 2024, teria recebido R$ 3,4 milhões para facilitar descontos automáticos em folhas de pagamento.
Relatório apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar, relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, aponta que 14 entidades foram habilitadas durante a gestão de André Fidelis. Essas entidades promoveram descontos que somaram R$ 1,6 bilhão, conforme o documento.
Além dos ex-dirigentes, outros envolvidos enfrentam medidas judiciais. Eric Fidelis, filho de André, foi preso na operação. Entre os bens atribuídos a Virgílio e à esposa estão um imóvel de R$ 5,3 milhões em Curitiba e a reserva de um apartamento de R$ 28 milhões em Balneário Camboriú.
A defesa de Virgílio Oliveira Filho, representada pela advogada Izabella Borges, negou a existência de acordo de delação.







