
MARANHÃO, 09 de abril de 2026 – Estudantes da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) denunciam problemas de insalubridade e manutenção nas residências estudantis. As queixas incluem infestação de ratos, presença de mofo e falta de acessibilidade física. O Atual7 visitou os dois prédios em janeiro e março de 2026 para acompanhar a situação das moradias.
Os próprios moradores precisam custear os filtros do bebedouro da REUFMA. A limpeza da cisterna e das caixas d’água não é realizada pela UFMA há pelo menos um ano. Dessa forma, a água que sai das torneiras apresenta aspecto turvo e acúmulo de resíduos.
Na unidade do Campus Bacanga, os alunos denunciam a demora na resolução de problemas técnicos. Uma moradora que não quis se identificar contou que falhas nos aparelhos de ar-condicionado já forçaram dormitórios inteiros a funcionar em condições extremas. “Quando eu morava no quarto de baixo, a gente pedia ventilador emprestado”, relembrou a estudante.
Na sala de informática da REUFMA, dos sete computadores disponíveis, apenas dois funcionam. Um pedaço de papelão é usado para tapar o buraco de um vidro quebrado em uma das janelas. Além disso, o reboco de uma das paredes caiu e deixou os tijolos à mostra.
Jhonatan Almada, diretor do CIEPP, apontou um descompasso entre a demanda e a oferta de assistência. Das 694 solicitações por auxílio-moradia feitas na UFMA em 2025, apenas 192 foram atendidas.
O MPF informou que investigou a UFMA no Inquérito Civil nº 1.19.000.001331/2023-34, mas a apuração foi arquivada em maio de 2025. O órgão baseou a decisão na apresentação de medidas corretivas pela universidade.
A UFMA informou em fevereiro que o controle de pragas é realizado de forma sistemática. A instituição garantiu que manutenções preventivas ocorrem regularmente.







