
SÃO LUÍS, 11 de fevereiro de 2026 – O blog do Linhares recebeu denúncia de feirantes sobre a transferência do Mercado Central para o novo Mercado da Cidade, em São Luís. Segundo o relato, a Semisp contratou uma empresa para conduzir a mudança, porém teria distribuído pontos de forma desigual.
Trabalhadores afirmam que espaços foram repassados a pessoas sem vínculo prévio com o mercado.
Ainda conforme os comerciantes, o prédio entregue não possui condições básicas de funcionamento. Eles relatam boxes apenas no tijolo, áreas sem acabamento e ausência de estrutura para instalar bancas.
Além disso, o Mercado Central antigo foi fechado com mercadorias ainda estocadas, o que interrompeu vendas e dificultou a retirada dos produtos.
Por isso, parte dos feirantes afirma que não consegue ocupar imediatamente o novo endereço. O grupo diz que a obra permanece incompleta e que a transferência ocorreu sem garantias mínimas de trabalho. Dessa forma, eles pedem revisão na distribuição dos pontos e melhores condições antes da saída definitiva do Mercado Central.
“Nao concluiram as obras. Sem estrutura nenhuma pra receber os feirantes. Tem box com tijolo pra ser construído. Quando foi ontem fecharam o mercado e a gente cheio de mercadoria. Nao tem como a gente ir pra la agora sendo que eles nem concluíram a obra”, afirmou um feirante.
“NÃO É FÁCIL SER PREFEITO”
O prefeito Eduardo Braide declarou nesta quarta (11) que a gestão decidiu construir um novo espaço porque o prédio antigo apresentava risco estrutural, com alagamentos frequentes e presença de pragas. Segundo ele, o objetivo foi manter as vendas enquanto a reforma ocorre, evitando prejuízos aos trabalhadores do Mercado Central.
“Não é fácil ser prefeito, ainda mais de uma cidade de mais de 1 milhão de habitantes”, disse o prefeito.
Além disso, Braide informou que mais de 350 feirantes foram cadastrados e orientados sobre a mudança ao longo de um ano e meio de diálogo. Ele afirmou que a maioria já ocupa o novo mercado. Entretanto, um grupo menor protestou e interditou a avenida em frente ao Mercado Central, contestando a transferência.
“A grande maioria já está lá, mas um grupo pequeno hoje de feirantes, por motivo que eu nao sei dizer o porquê, tocou fogo na Avenida em frente ao Mercado Central porque diz que não quer sair de onde está pra ir pro mercado novo.”







