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Empresário revela pagamento de R$ 1 milhão a desembargador

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Empresário detalha à Polícia Federal repasses superiores a R$ 1 milhão e transferência de terras a magistrado do Tribunal de Justiça do Maranhão.

MARANHÃO, 08 de abril de 2026 – O empresário Maurílio Ramalho de Oliveira afirmou à Polícia Federal, na Operação Inauditus, que pagou mais de R$ 1 milhão ao desembargador Antônio Pacheco Guerreiro Júnior, do Tribunal de Justiça do Maranhão.

O relato ocorreu em delação premiada, que descreve negociações para obtenção de decisões judiciais favoráveis. Segundo o depoimento, os repasses incluíram dinheiro e áreas rurais.

Além disso, o relatório da Polícia Federal aponta que o magistrado recebeu cerca de 2 mil hectares de terras no contexto das tratativas. Conforme a investigação, as decisões eram proferidas rapidamente, em alguns casos em até três horas.

A defesa de Guerreiro Júnior negou as acusações e informou que solicitou acesso aos autos da Operação Inauditus.

PAGAMENTO DE PROPINA

Em outra etapa, Oliveira declarou que se sentiu prejudicado em sua atividade agrícola. Por isso, ele buscou reverter uma decisão de primeira instância. Segundo a delação, o empresário negociou o pagamento de propina ao desembargador para alterar o resultado do processo.

Inclusive, a Polícia Federal identificou que as tratativas envolviam vantagens indevidas para obtenção de decisões judiciais. O inquérito relata que Manoel Ribeiro, com participação de Oliveira, articulou acordos com o magistrado. Dessa forma, os pagamentos ocorreriam em troca de decisões favoráveis.

BUSCAS E INVESTIGAÇÃO

Na quarta (1°), a Polícia Federal deflagrou a Operação Inauditus como desdobramento da operação 18 Minutos. A ação investiga um suposto esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça do Maranhão. Durante a operação, agentes realizaram buscas no endereço do desembargador.

A Procuradoria-Geral da República afirmou que o esquema apresenta estrutura resiliente e adaptável. Segundo o órgão, as práticas investigadas persistiram mesmo após afastamentos e exonerações.

O desembargador está afastado de suas funções desde 2024, conforme os registros da Operação Inauditus.

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