
BRASÍLIA, 31 de julho de 2026 —O Banco Central divulgou dados de crédito e endividamento das famílias brasileiras em 30 de julho de 2026. As informações são de junho e mostram que as pessoas estão usando 28,5% da renda para pagar dívidas.
Além disso, o endividamento total chegou a 49,8% da renda anual em maio. Isso significa que as dívidas equivalem a quase metade do que as famílias ganham em um ano.
O comprometimento da renda subiu 0,1 ponto em relação a abril e 1,3 ponto na comparação com junho de 2025. Por outro lado, o endividamento caiu 0,1 ponto em maio, mas aumentou 0,9 ponto em 12 meses. Portanto, a situação de longo prazo piorou, mesmo com pequena melhora no último mês.
A inadimplência também cresceu. Em junho, 4,7% das operações de crédito estavam atrasadas no Sistema Financeiro Nacional. O número é o mesmo de maio, mas subiu 1 ponto em um ano. Entre as famílias, o índice é ainda maior: 5,6% das dívidas estão atrasadas, com alta de 1,2 ponto em 12 meses.
Os juros continuam muito altos. No crédito livre para pessoas físicas, a taxa média é de 64% ao ano. Esse valor subiu 1,2 ponto em maio e 4,6 pontos em 12 meses. O crédito pessoal não consignado puxou esse aumento, com alta de 7 pontos no período. A taxa média de todas as modalidades de crédito ficou em 33,4% ao ano.
O volume total de crédito no país cresceu. O saldo das operações chegou a R$ 7,4 trilhões em junho, com alta de 0,7% no mês e 9,7% em 12 meses. As famílias têm R$ 4,6 trilhões desse total, com crescimento de 10,8% em um ano.
As novas concessões de crédito cresceram 0,4% em junho. Esse avanço veio das empresas, com alta de 1,4%. Já os empréstimos para famílias caíram 0,2%.
O crédito ampliado para o setor não financeiro chegou a R$ 21,7 trilhões, o equivalente a 164,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.







