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Dino mantém Susan Lucena no comando da FMF e adia conciliação

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Dino Susan
Dino preserva gestão provisória de Susan Lucena e marca audiência para março de 2026, enquanto apuração envolve irregularidades administrativas na entidade.

MARANHÃO, 10 de fevereiro de 2026 – O ministro Flávio Dino decidiu manter a intervenção judicial na FMF e adiou para março de 2026 a audiência de conciliação que busca solução para a crise institucional da entidade. A medida foi tomada no julgamento de reclamação do ex-presidente Antônio Américo, que tentava reverter o afastamento determinado pela Justiça do Maranhão.

Com a decisão, a advogada Susan Lucena segue no comando provisório da FMF, função assumida por nomeação judicial. Ela integrou a estrutura administrativa de governos estaduais e atua desde 2017 como diretora da Casa da Mulher Brasileira. O STF indicou que a permanência da interventoria ainda encontra justificativas nos autos.

O afastamento da antiga diretoria ocorreu por ordem da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, após ação do Ministério Público. O órgão apontou falhas de transparência, indícios de confusão patrimonial e possível uso do Instituto Maranhense de Futebol para desvio de finalidade e proteção de ativos ligados à FMF.

Na reclamação ao Supremo, Antônio Américo argumentou que a intervenção violaria a autonomia das entidades esportivas prevista na Constituição. Além disso, a Confederação Brasileira de Futebol alertou para risco de sanções esportivas caso ocorra interferência estatal prolongada na administração da Federação.

Ao analisar o processo, Dino afirmou que a autonomia não é absoluta e não pode encobrir práticas ilegais. Segundo ele, documentos indicam irregularidades graves, incluindo redução expressiva do patrimônio da FMF nos últimos anos. Por isso, considerou legítima a atuação do Ministério Público.

Apesar disso, o ministro determinou a realização de audiência de conciliação com participação da Federação, do Ministério Público, da CBF e da interventora. No encontro, Susan Lucena deverá apresentar relatório detalhado sobre a situação administrativa e financeira encontrada na FMF.

Até a conclusão do processo, ficam proibidas mudanças estatutárias, convocação de eleições ou atos que alterem a estrutura de poder.

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