CERCO JUDICIAL

Dino manda bloquear bens de Eduardo Cunha por emendas

Andre Reis
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Dino Cunha
Ministro Flávio Dino, do STF, determinou bloqueio de até R$ 6,15 milhões após investigação da PF apontar que ex-deputado indicava emendas mesmo sem mandato.

BRASÍLIA, 13 de julho de 2026  O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de até R$ 6,15 milhões em bens do ex-deputado Eduardo Cunha.

A decisão foi assinada em 6 de julho e atende a uma investigação da Polícia Federal sobre suposto desvio de emendas da Comissão de Saúde da Câmara. Além disso, suspendeu despesas ligadas às emendas investigadas.

Segundo a decisão, mensagens e planilhas analisadas pela PF indicam que Cunha teria direcionado recursos públicos mesmo sem exercer mandato.

De acordo com Dino, os valores seriam destinados, principalmente, para municípios de interesse de sua pré-campanha a deputado federal por Minas Gerais. O ministro destacou que os indícios constam do material reunido na investigação.

A Polícia Federal afirma que Cunha atuava como um “parlamentar informal”.

Conforme a investigação, ele teria definido o destino de emendas com apoio de uma servidora da Câmara. Então, os investigadores identificaram pelo menos 21 emendas que somam R$ 6,15 milhões. Conversas interceptadas também mostram interesse especial em recursos para Minas Gerais.

Neste sábado, o presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que a Polícia Federal tenta criminalizar a atividade política. Já Flávio Dino declarou que nem toda irregularidade administrativa representa crime. No entanto, ressaltou que a falta de rastreabilidade do dinheiro público pode indicar possível peculato ou desvio.

A PF também destacou que Cunha está sem mandato desde setembro de 2016, mas, mesmo assim, mantinha influência na indicação de recursos.

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