JUSTIÇA VENDIDA

Delator diz que venda de sentenças no TJMA tinha vingança

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Delator TJMA
Delator na investigação que apura venda de sentenças no TJMA revelou à PF ter sido punido, por vingança, após suspender pagamentos relacionados ao esquema.

MARANHÃO, 03 de abril de 2026 – Um delator revelou à Polícia Federal que um esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça do Maranhão envolvia punições após rompimento financeiro entre as partes.

Segundo o relato, ele sofreu decisões desfavoráveis após suspender pagamentos ligados à compra de decisões judiciais, em investigação que apura irregularidades no Judiciário estadual.

De acordo com o depoimento, o desembargador Antônio Pacheco Guerreiro Júnior teria adotado medidas contra o delator logo após a interrupção dos repasses. Conforme a versão apresentada, o magistrado passou a atuar diretamente em processos envolvendo o denunciante após o encerramento do acordo financeiro relacionado à venda de sentenças.

O delator relatou que, após suspender pagamentos vinculados à aquisição de decisões judiciais, passou a enfrentar decisões contrárias em sequência. Segundo ele, os despachos ocorreram com rapidez incomum e sem observar critérios legais, o que, conforme o depoimento, indica possível retaliação dentro do esquema de venda de sentenças.

Além disso, o relato aponta que as decisões passaram a ser proferidas de forma direta pelo magistrado citado. Ele sustentou que houve mudança de comportamento após o fim da relação financeira, o que teria impactado o andamento dos processos judiciais.

Em um dos episódios citados, o delator descreveu um processo de reintegração de posse. Segundo ele, o desembargador proferiu decisão liminar favorável a um empresário apenas duas horas após a redistribuição do caso para sua relatoria, no contexto investigado de venda de sentenças.

Ainda conforme o depoimento, há indícios de que essa decisão teria sido obtida mediante transferência de aproximadamente 2.000 hectares de terra ao magistrado. O relato integra as apurações conduzidas pela Polícia Federal sobre possíveis irregularidades no Judiciário do Maranhão.

O delator afirmou que interrompeu o pagamento das parcelas anuais relacionadas à propriedade rural envolvida no suposto acordo. A partir disso, segundo ele, passou a sofrer uma sequência de decisões desfavoráveis dentro do contexto da venda de sentenças.

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