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Déficit público do Brasil cresce e se aproxima de um trilhão

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Dados do Banco Central mostram que, em 12 meses, o déficit das contas públicas chegou a R$ 969,6 bilhões, pressionado pelas despesas com juros.

BRASIL, 1º de outubro de 2025 – O setor público consolidado registrou um déficit nominal de R$ 969,6 bilhões no acumulado de 12 meses até agosto, divulgou o Banco Central nesta terça (30).

Esse déficit público, que soma o resultado primário e os juros da dívida, aumentou R$ 1,1 bilhão em relação ao mês de julho. A principal pressão veio das despesas com juros, que totalizaram R$ 946,5 bilhões no período.

O déficit público no mês de agosto individualmente foi influenciado por um déficit primário de R$ 23,1 bilhões. Além disso, os juros nominais pagos apenas em agosto alcançaram R$ 74,3 bilhões. Esse valor é superior aos R$ 69 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior, evidenciando a crescente pressão sobre as contas.

No período de 12 meses, as despesas com juros equivaleram a 7,63% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 7,46% no ano anterior. Esse aumento contínuo dos juros nominais é um dos principais fatores por trás da expansão do déficit público.

Enquanto o resultado primário mostra o desempenho fiscal sem juros, o nominal oferece uma visão completa do endividamento.

A Dívida Bruta do Governo Geral encerrou agosto em 77,5% do PIB. O Banco Central detalhou que os juros nominais foram responsáveis por elevar o indicador em 0,8 ponto percentual.

De janeiro a agosto, a dívida bruta aumentou 1 ponto percentual, alcançando R$ 9,6 trilhões em valores absolutos.

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