
ESTADOS UNIDOS, 30 de junho de 2026 —A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, nesta terça (30), que os estados podem manter leis que proíbem atletas transgênero em equipes femininas. A votação foi de seis ministros a três. A decisão vale para competições esportivas em escolas.
O caso analisado envolvia leis dos estados de Idaho e Virgínia Ocidental. Com essa decisão, cerca de 27 estados com regras parecidas também podem mantê-las. A maioria conservadora da Corte entendeu que a Constituição não impede essas restrições.
O ministro Brett Kavanaugh explicou seu voto. Ele disse que estados e escolas sabem melhor como avaliar questões médicas, científicas e esportivas sobre o tema. Por isso, eles têm autoridade para definir os limites.
Os ministros liberais discordaram em parte. Mas o resultado final manteve as restrições válidas. A Corte tem maioria conservadora. Seis ministros foram indicados por presidentes republicanos. Três deles foram nomeados por Donald Trump.
Esse tema virou uma bandeira importante para Trump. Em fevereiro de 2025, ele assinou um decreto que permite cortar recursos federais de escolas que aceitem atletas trans em times femininos. O governo Trump também defendeu as leis de Idaho e Virgínia Ocidental no julgamento.
A decisão cria um precedente nacional. Ela segue outras medidas recentes da Corte. Em 2025, o tribunal já havia autorizado estados a restringir tratamentos de afirmação de gênero para menores de 18 anos. Depois, permitiu a proibição de transgêneros nas Forças Armadas e a mudança nos passaportes para registrar apenas o sexo de nascimento.
Donald Trump comemorou a decisão horas depois.
“GRANDE VITÓRIA: A Suprema Corte dos Estados Unidos acabou de decidir contra a participação de homens em esportes femininos. Uau! Isso acaba com aquela situação ridícula!!! Nada de homens em esportes femininos”, escreveu







