
BRASÍLIA, 30 de março de 2026 – Ferramentas de análise e inteligência artificial da Controladoria-Geral da União (CGU) identificaram 34,7 mil alertas de irregularidades em licitações e editais do governo federal.
Os registros abrangem o período de 1º de janeiro de 2023 a 5 de fevereiro de 2026. As ocorrências envolvem a gestão do presidente Lula e dependem de verificação individual pelas equipes do órgão.
Do total de alertas de irregularidades, 729 resultaram na abertura de investigações internas. Esses processos já foram concluídos ou seguem em andamento.
Durante as apurações, auditores emitiram cerca de 1,5 mil comunicações formais aos gestores, com orientações, solicitações de esclarecimento e recomendações para corrigir falhas identificadas.
LIMITAÇÕES NO MONITORAMENTO DOS DADOS
A CGU informou que os sistemas utilizados não permitem vincular automaticamente cada alerta de irregularidades ao resultado final das apurações. Dessa forma, não há relação direta entre os registros e medidas como suspensão de licitações, cancelamento de editais ou envio de casos a outros órgãos de controle.
Segundo a CGU, identificar quantos alertas de irregularidades resultaram em ações concretas exige verificação manual. Esse procedimento envolve examinar cada apuração e as comunicações emitidas, o que caracteriza trabalho adicional de consolidação de dados, conforme o Decreto nº 7.724, de 2012.
ABRANGÊNCIA DAS INVESTIGAÇÕES
A Controladoria também informou que não possui um banco estruturado para contabilizar quantos alertas de irregularidades motivaram investigações formais ou encaminhamentos à Polícia Federal ou ao Ministério Público Federal. Para esse levantamento, seria necessário analisar cada processo separadamente.
O órgão esclareceu que os 729 casos referem-se apenas às auditorias conduzidas pela unidade central. Esse número não inclui investigações realizadas por auditorias internas de outros órgãos federais, que também recebem e acompanham alertas de irregularidades em licitações públicas.







