
MARANHÃO, 19 de fevereiro de 2026 – A Controladoria-Geral da União apontou indícios de sobrepreço na reconstrução da ponte JK, que liga Maranhão ao Tocantins, em contrato de R$ 171,9 milhões firmado pelo DNIT. A obra foi entregue em 22 de dezembro de 2025, um ano após o desabamento ocorrido em dezembro de 2024.
Segundo a CGU, a reconstrução da ponte JK, financiada pelo Governo Federal, apresentou fragilidades na metodologia utilizada para definição do orçamento. A tragédia anterior deixou 14 mortos, três desaparecidos e um ferido, o que motivou a execução emergencial da obra pelo órgão responsável.
No relatório, a CGU registrou que as inconsistências encontradas indicam que os custos estimados para a reconstrução da ponte JK podem ter sido superestimados. Além disso, o valor inicialmente divulgado de R$ 171,9 milhões foi ampliado após aditivo contratual, alcançando o total de R$ 174,6 milhões.
Os auditores também apontaram divergências entre os parâmetros utilizados no orçamento e referências de mercado. Por isso, a análise técnica indicou fragilidades na composição dos custos apresentados para execução das etapas da obra pública.
Ainda conforme o documento, o cálculo com parâmetros ajustados de mercado sugere que a demolição, elaboração de projetos e reconstrução da ponte JK poderiam atingir cerca de R$ 154,1 milhões. Dessa forma, a diferença estimada pelos auditores chega a aproximadamente R$ 20 milhões.
A avaliação da CGU considera todas as fases da obra no contrato firmado pelo DNIT, incluindo demolição da estrutura antiga, elaboração dos projetos e reconstrução completa. Assim, o relatório consolida os dados técnicos utilizados para estimar os custos considerados adequados.
Por fim, o documento reforça que os indícios identificados decorrem das inconsistências metodológicas na formação do orçamento. O apontamento integra a análise de controle sobre a aplicação dos recursos públicos destinados à reconstrução da ponte JK.







