
MARANHÃO, 11 de março de 2026 – A CBF informou que participará, por videoconferência, da audiência marcada para 16 de março de 2026, às 9h, no processo que discute a intervenção na Federação Maranhense de Futebol, em São Luís.
Na manifestação enviada à Justiça, a entidade declarou oposição ao modelo de gestão compartilhada durante o período de intervenção, pois entende que essa estrutura não atende às regras do sistema do futebol organizado.
Além disso, a CBF argumentou que a administração simultânea da federação por uma interventora judicial e por um representante indicado pela própria confederação não seria adequada para o funcionamento institucional da entidade esportiva.
Segundo a confederação, o modelo poderia gerar incompatibilidades administrativas durante a condução das atividades da Federação Maranhense de Futebol.
NORMAS INTERNACIONAIS
De acordo com a CBF, as normas internacionais da FIFA determinam que federações e confederações devem manter autonomia administrativa e não podem sofrer interferência externa, inclusive do poder público.
Por isso, a entidade afirma que a presença de um administrador fora do sistema do futebol poderia ser interpretada como interferência indevida na gestão esportiva.
A confederação também informou que recebeu recentemente um comunicado da FIFA reforçando a necessidade de preservar essa autonomia institucional, mesmo em cenários de intervenção administrativa. Dessa forma, a CBF destacou que o cumprimento dessas normas busca evitar medidas disciplinares que possam afetar o futebol brasileiro.
Para sustentar o posicionamento, a entidade citou episódios internacionais envolvendo sanções aplicadas pela FIFA em casos de interferência externa.
Entre os exemplos mencionados estão as federações de futebol do Kuwait e da Nigéria, que sofreram punições após intervenções governamentais ou decisões judiciais relacionadas à administração das entidades.
POSIÇÃO DA CBF SOBRE A INTERVENÇÃO
A CBF declarou que possui estrutura administrativa e conhecimento técnico para conduzir situações de crise envolvendo federações filiadas. Segundo a entidade, a responsabilidade para atuar nesses casos está prevista na legislação brasileira e já foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal.
Diante desse entendimento, a confederação defende que a intervenção na Federação Maranhense de Futebol seja conduzida por um interventor exclusivo indicado pela própria CBF. A entidade também solicitou ao juiz responsável pelo caso a reavaliação da decisão que autorizou a administração compartilhada durante o período de intervenção.
Por fim, a confederação afirmou que mantém diálogo com o Poder Judiciário, porém destacou que sua manifestação busca assegurar o cumprimento das normas nacionais e internacionais que regulam o futebol e evitar eventuais sanções a competições e clubes brasileiros.







