
SÃO LUÍS, 10 de fevereiro de 2026 – A Câmara Municipal de São Luís realizou, na segunda (9), uma audiência pública para tratar da crise no transporte público, na capital. O encontro ocorreu no plenário, após a suspensão da greve, para cobrar esclarecimentos sobre salários e evitar nova paralisação.
Mesmo convocada formalmente, a Prefeitura não enviou representantes à sessão. Os vereadores criticaram a ausência e afirmaram que o Executivo deveria prestar informações sobre o transporte público. Segundo eles, a omissão pode configurar improbidade administrativa, pois a crise afeta diretamente usuários.
Além disso, os parlamentares destacaram que empregados da empresa Expresso Rei de França, antiga 1001, mantêm paralisação parcial. Por isso, parte das linhas segue comprometida. A situação prolonga transtornos diários e reforça o alerta de risco de colapso no transporte público.
Durante o debate, o vereador Jhonatan Soares afirmou que a Casa registrará oficialmente a falta do Executivo e solicitará dados à SMTT. Entre os pedidos estão planilha tarifária, relatório da frota ativa, lista de ônibus antigos, valores de subsídios e medidas aplicadas às concessionárias.
Ainda na sessão, os vereadores decidiram encaminhar a ata ao Ministério Público do Maranhão, fortalecendo ação civil já existente. O documento também apontará ausências da SMTT, da Procuradoria e da Controladoria, além de relatos de descumprimentos contratuais e falhas de transparência.
A Câmara comunicou que acionará o Tribunal de Contas do Estado para auditar repasses de subsídio, contrapartidas exigidas, idade da frota e execução contratual.
O Legislativo também propôs criar comissão permanente para acompanhar a crise do transporte público.







