
BRASÍLIA, 20 de agosto de 2025 – As ações dos cinco maiores bancos do Brasil tiveram uma forte queda na Bolsa de Valores nesta terça (19), resultando em uma perda total de R$ 41,3 bilhões em valor de mercado.
O movimento ocorreu após a decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que proibiu empresas no país de cumprirem sanções unilaterais estrangeiras. Consequentemente, investidores reagiram à insegurança jurídica criada pelo conflito entre a ordem judicial brasileira e a legislação dos Estados Unidos.
O Banco do Brasil registrou a maior desvalorização, com queda de 6,03%. Na sequência, os papéis do Santander recuaram 4,88%, enquanto Itaú, Bradesco e BTG Pactual tiveram perdas entre 3,43% e 3,63%. Além disso, o Ibovespa, principal índice da B3, teve seu pior desempenho desde abril, fechando em baixa de 2,1%.
DECISÃO JUDICIAL GERA CONFLITO INTERNACIONAL
A decisão do ministro Dino determina que nenhuma empresa com atuação no Brasil pode aplicar restrições baseadas em determinações unilaterais de outros países. No entanto, o Departamento de Estado norte-americano reagiu publicamente, afirmando que nenhum tribunal estrangeiro pode anular suas sanções.
Esse impasse coloca as instituições financeiras em uma encruzilhada legal, pois operam em ambos os países.
BANCOS ENFRENTAM DILEMA JURÍDICO PRÁTICO
Instituições como Itaú e Bradesco possuem operações e dependem tecnologicamente dos Estados Unidos. Dessa forma, elas precisam escolher entre descumprir a ordem do STF ou as sanções americanas da Lei Magnitsky.
Esta lei prevê bloqueio de bens, veto a transações e proibição de negócios com empresas norte-americanas para quem desrespeitar suas determinações.
Por isso, a decisão do ministro Dino cria um risco operacional concreto para o sistema financeiro.







