BRASIL PRECISA DAS REFORMAS QUE NÃO QUER FAZER

Vamos combinar, desde logo, uma coisa simples, para não perder tempo com conversa difícil e sem recheio: o crescimento da economia do Brasil em 2019 foi uma droga. Deu 1% (fica bobo dizer que foi 1,1%) e com um número desses não adianta discutir, nem dizer “veja bem”. É ruim. Para um país que precisa crescer como o Brasil, é muito ruim. É verdade que o PIB da Itália não cresceu nem esse miserável 1% em 2019, e o da Alemanha menos ainda. Mas o brasileiro não vive na Itália, nem na Alemanha, nem no resto do mundo desenvolvido que não cresceu. Vive aqui mesmo – e é aqui que a sua vida tem de melhorar, porque ela não pode ficar parada onde está. É o contrário do que acontece nos países ricos, onde ficar no mesmo lugar não é nenhuma vergonha. Ficar parado, no Brasil, só não é pior do que andar para trás. Há muita pouca dúvida sobre o que o 1% de crescimento em 2019 ensina: é indispensável melhorar isso, mas não adianta nada sair correndo feito um louco por aí para querer provar, na base de conversa de mesa redonda em televisão, que a “política econômica” do governo está errada. Pior: que é preciso, para resolver a estagnação, fazer tudo ao contrário do que está sendo feito. É justamente o oposto. A única esperança está na possibilidade de continuar, acelerar e aprofundar ao máximo tudo aquilo que a política econômica está lutando para fazer. O Brasil não cresce porque é um carro que está com o motor fundido há muitos anos. Ou entra na oficina, como entrou há um ano, e começa a ser consertado direito, com tempo, as ferramentas certas e mecânicos que sabem o que estão fazendo, ou vai continuar essa lástima que é – onde milhões de pessoas trabalham, dão na chave de partida todo santo dia e o carro não pega. Como se diz em economês e em mercadês, esse 1% já estava “contratado”: com o Brasil na situação que havia em janeiro de 2019, o resultado em dezembro não poderia mesmo ser outro. Falam, agora, em “frustração”. Frustração para quem? Só se for para os economistas que no fim de 2018 previam crescimento de “2% ou 2,5%” para o ano passado – uma bela mixaria, aliás – erraram e agora vêm a público reclamar do “liberalismo”. O que o Brasil precisa não é de palpites. É das reformas profundas que resiste tanto em fazer. Enquanto elas não vierem e começarem a gerar efeitos, a economia continuará parada. José Roberto Guzzo é do Conselho Editoral da Abril e colunista das revistas “Exame” e “Veja”.

O comunismo de Duarte Jr

Deputado que sempre se coloca como “defensor” das minorias teve áudios vazados em que aparece destratando de homossexuais, portadores de HIV e obesos.

Duarte Jr acusa “chantagem” em caso de áudios

Após dias de vazamentos de uma série de vazamentos de áudios e imagens em que supostamente aparece tripudiando de eleitores e cometendo atos de preconceito, o deputado estadual Duarte Jr (PRTB) usou suas redes sociais para denunciar um esquema de “chantagem”. O deputado negou a veracidade das peças e se disse alvo que as denúncias contra ele são motivadas por sua predisposição a disputar a Prefeitura de São Luís nas eleições de outubro. Os áudios, pelo menos aparentemente, foram gravados e divulgados em grupos de whatsapp fechados durante a campanha de 2018 e recentemente. Propagados em massa nas redes sociais e em blogs, eles revelam um comportamento diferente do cotidiano do deputado em público e dão indícios de cometimento de crime eleitoral. Em sua defesa, o deputado afirmou que os “áudios e prints atribuídos a mim, com conteúdos completamente MANIPULADOS e FALSOS”, afirmou.   O deputado iniciou a nota afirmando que “Quando decidi ouvir a voz das ruas e me colocar à disposição da população na disputa para a Prefeitura de São Luís, fui ameaçado e chantageado por “grandes” nomes da política. Sofri e continuo sofrendo ameaças pessoais e profissionais, sabia dos riscos e do jogo sujo daqueles que se acham donos do poder, mas isso nunca me desmotivou, muito pelo contrário”, disse. Apesar das declarações gravíssimas, o parlamentar não anunciou em suas redes sociais a tomada de medidas legais para provar sua inocência e nem tampouco divulgou as identidades dos autores. O Estado entrou em contato com o próprio parlamentar e com sua assessoria para saber se foi lavrado boletim de ocorrência contra os supostos chantagistas e se há a predisposição de solicitar abertura de inquérito e perícia nos áudios para comprovar sua inocência. Até o fechamento da matéria não houve manifestação de ambos.  

Éramos apenas crianças…

Nesta semana que passou um colega de infância morreu. A notícia me veio em situação completamente transloucada. Morrera em circunstâncias horríveis, deploráveis, como grande parte dos meninos e meninas que brincaram comigo pelas ruas de alguns bairros morreram e hão de morrer.

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